Beleza

As férias.... - 2008-09-26 03:49

Nada como já estar a necessitar novamente de férias, para recordar as que já se passaram:

Este ano foi a vez da minha mulher decidir onde íamos, pelo que a sua primeira proposta foi a de irmos um mês inteiro para Moçambique fazer trabalho voluntário, como forma de relativizarmos o extenuante ano de trabalho. Expliquei-lhe que já fazemos muitas horas de trabalho voluntário, ao longo do ano, no emprego e que não é por isso que nos sentimos melhor (além de que estas coisas não se preparam com 10 dias de antecedência). Pelo que resolvemos ir até à ilha da Madeira.

Confesso que não estava à espera do que lá fui encontrar. É, sem dúvida nenhuma a região do país que tem mais bananeiras por metro quadrado, mais túneis por quilómetro, e mais sedes do PSD por localidade.

Mas, de tudo o que a Madeira tem para nos mostrar, o que mais tempo nos tomou foram os percursos pedestres nas levadas (no lado esquerdo do blog, por baixo da publicidade, podem pesquisar o que são "levadas". Obrigado). É extraordinário, não só a paisagem que encontramos nesses caminhos, mas também o facto de eu ainda estar casado com uma mulher que me obrigou a fazer uma média de 13,246 Km/Dia. Se duvidam, tenho tudo registado através do Nokia Sport Tracker (se quiserem, procurem também o que é isto).



Fonte: http://vidadecasado.blogs.sapo.pt/179056.html

I'm alive..... - 2008-09-26 03:49

- Eu disse-te: Ser sindicalista e ingénuo é incompatível. - diz-me ela, como uma se fosse uma espécie de profecia.

Limitei-me a olhar para ela, sem perceber o porquê daquele início de conversa.

- Tens que aprender a olhar para as coisas de uma forma mais suave. Não leves as coisas assim tão a sério. Tens que deixar de ficar assim quando as pessoas te desiludem. - continua ela, agora olhando para mim, como se eu fosse um cão abandonado. - Anima-te! - Termina ela, dando-me um beijo e indo-se embora.

Limitei-me a encolher os ombros, sem perceber muito bem o porquê daquele discurso. Volto a agarrar na guitarra e, pelo quarto dia seguido, tento ver se a consigo afinar, na minha posição favorita: deitado nu em cima da cama.

Qualquer dia regresso.



Fonte: http://vidadecasado.blogs.sapo.pt/178695.html

Uma (longa) história de encantar..... - 2008-09-26 03:49

Ao Jantar:

- Pai, a professora falou que existe uma terra que se chama Freixo de espada à cinta. Por que é que as terras se chamam como chamam?

- Bom. - digo, pondo o meu melhor ar de intelectual. - Trata-se de uma pergunta que mostra bem a rapariga inteligente que tu és.

- Não sabes, não é? – diz ela (mais como afirmação, do que como pergunta) enquanto a minha mulher começa a rir.

- Claro que sei. Por exemplo, essa terra tem esse nome, porque o senhor que a criou chamava-se Freixo e tinha uma espada à cinta.

- Pois… É capaz de ser isso. - diz, rendida à minha lógica imbatível.

- Quando é que deixas de acreditar em tudo o que ele te diz? - diz a invejosa da minha mulher.

- E sabes que existe uma terra que se chama “Luis Luz o Herói”? - digo, só para que a minha mulher aprenda a não me provocar.

- A sério?! Porquê? - pergunta-me ela, entusiasmada com a possível história que aí vinha, e que a iria ajudar a comer melhor o bolo de Rúcula, com que a minha mulher nos presenteou ao jantar.

- Bom, eu antes de conhecer a tua mãe, era muito feliz e passava o tempo a viajar e a comer o que queria.

- Mãe! Não dês pontapés ao pai! Ele agora também é feliz. Só não pode é comer o que quer! Não é pai?

- Claro que é amor. A mãe é que percebe as coisas mal. - digo a rir.

- Peço desculpa, meu amor. - diz a minha mulher, enquanto me (im)põe mais uma fatia do tal bolo no meu prato.

- Bom, continuando a história. - digo – Um dia estava a passar por uma terra que se chamava “Grande Bosta” e vejo uma multidão à volta de uma árvore. Fui ver o que se passava e estavam todos a olhar para o cimo da enorme árvore. Mesmo junto à árvore, estava uma menina da tua idade, a chorar e a dizer: “Quero o meu gatinho....o meu pobre gatinho...” e todos olhavam para o cimo da árvore e chamavam: “Gatinho, anda cá....Gatinho!”, mas nada acontecia. Perguntei porque ninguém subia à árvore para o ir buscar. Começaram todos a inventar desculpas: Que a árvore era muito grande...Que o gatinho era um chato.... que ele havia de descer quando tivesse fome....etc.. Eu olhei para a menina, que só soluçava suplicando ajuda… E adivinha quem é que se ofereceu, para ir buscar o gatinho da menina?

- Foste tu.

- Claro. E comecei a subir a árvore. Era a maior árvore que já tinha visto. Olhava para cima e nem conseguia ver o fim dela.

- E não tiveste medo?

- Bom, quando já estava muito alto, comecei a ficar cansado e a pensar que o melhor era descer e borrifar-me para o gatinho. Mas depois olhava para baixo e via os olhos da menina, a brilhar, com o queixinho a tremelicar, e continuei….De repente, começo a sentir alguma coisa a bater-me na cabeça, era um Pica-pau.

- E magoava-te?

- Claro. Cheguei a pensar que o melhor era descer, mas....

- Olhaste para baixo e viste a menina assim…- diz-me ela enquanto fazia a sua própria cara de súplica… não se esquecendo de pôr o queixinho a tremelicar.

- Pois...e lá continuei a subir.

- E o Pica-pau sempre a bater-te na cabeça?

- Não. Houve uma altura em que ele parou.

- Que bom.

- É verdade… Ele fugiu porque agarrei numa colmeia que estava presa num ramo e atirei-lha.

- Então continuaste a subir sem que nada te chateasse.

- Claro que não. As abelhas não gostaram que eu tivesse arrancado a colmeia e começaram a picar-me.

- Uiiiii.....E tu continuaste?

- Claro. Lembra-te que o pai é um homem corajoso. - digo, enquanto dou uma grande dentada numa fatia do bolo de Rúcula, logo seguido de um gole de sumo, para disfarçar o sabor.

- E depois?

- Depois, cansado, com a cabeça cheia de feridas do Pica-pau. Todo inchado com as picadelas das abelhas, que não paravam de me seguir….Vejo que estou quase no fim. Ouço um ruído e chamo: “Gatinho...anda cá gatinho.”.

- E ele veio?

- Não. Mas senti que estava escondido atrás de uma grande ramo. Fui até lá, devagarinho. – digo sussurrando - Afasto o ramo…. E VEJO UM ENORME URSO! – grito (tendo esse meu grito levado a minha mulher a regurgitar parte do bolo de Rúcula, o que acabou por ser a desculpa perfeita para eu e a nossa filha, deixarmos de comer o bolo e irmos buscar pão, manteiga e leite para finalmente, jantarmos algo de jeito).

- Continua pai. – pediu-me ela, enquanto dava uma dentada no pão. – Um urso em cima de uma árvore?

- Sim, um urso. Eles sabem subir às árvores! Ele viu-me, começou a cheirar-me, cheirou-lhe ao mel da colmeia e começou a abrir a boca. Eu dei um grito e comecei a descer o mais depressa que podia. Mas o urso continuava a vir atrás de mim. Eu a descer e ele a aproximar-se. Quando começo a ver o chão, vejo as pessoas a começar a fugir. Só a menina é que não saia do sítio. Finalmente chego ao chão, na pressa vou contra a menina, a qual está de braços abertos e a sorrir dizendo: “Anda cá meu gatinho.”

- O gatinho veio atrás do urso? – pergunta, intrigada.

- Claro que Não!! Está-se mesmo a ver que o urso chamava-se gatinho. – responde a amuada da minha mulher, estragando o “suspense”.

- O urso chamava-se gatinho? – pergunta-me.

- Sim. Era o bicho de estimação da menina. Um enorme urso a quem a menina tinha chamado gatinho.

- Então e depois?

- Quando eu toquei na menina enchi-a de mel, e o urso, que estava cheio de fome, quando viu a menina de braços abertos, abriu a boca e comeu-a.

- A sério? – diz escandalizada.

- Sim, mas não te preocupes, porque logo a seguir o urso teve uma indigestão e morreu.

- E depois?

- Depois saíram todos de casa e vieram-me dar os parabéns, pois finalmente alguém tinha acabado com o urso, de quem todos tinham medo. Fizeram uma grande festa e mudaram o nome da terra para “Luis Luz o Herói”

- Mas....e a menina? – pergunta ela, um pouco triste.

- Fiquei a saber que a menina era uma grande chata e que ninguém gostava dela, pois obrigava as pessoas a subirem a árvore para irem buscar o urso, e depois este comia-os. Para além disso, a menina nunca limpava a porcaria que o urso fazia nas ruas da terra.

- Por isso é que a terra antes se chamava “Grande Bosta”, não é?

- É isso mesmo. E o que é que aprendeste com a história?

- Que és um herói.

- Não. A moral da história é que se não cumpres a tua tarefa diária, de limpar a caixa de areia do gato, compro um urso e besunto-te com mel.

Lá consegui fazer com que as duas amuassem e saíssem da mesa e da cozinha, ficando, finalmente, sozinho para poder comer as bolachas de chocolate, que estavam desesperadamente à minha espera, na despensa.



Fonte: http://vidadecasado.blogs.sapo.pt/178447.html

O mundo segundo ela.... - 2008-09-26 03:49

A minha mulher tem teorias esquisitas sobre a sociedade. Uma delas diz respeito à forma como as mulheres se comportam na política. Segundo ela, as mulheres que estão na política, não são verdadeiras mulheres. São mulheres que agem como homens, pois, (e mais uma vez de acordo com as suas palavras) só através dessa metamorfose, elas conseguem singrar politicamente.

Se o mundo fosse dirigido por verdadeiras mulheres (continuou ela, no seu longo monólogo matinal) tudo estaria bem diferente, e para melhor.

Ora, se isto não é o ponto de partida para um bom post, o que será então?

Vamos então fazer um pequeno exercício e expor como seria o mundo se este fosse governado por “verdadeiras” mulheres, ou neste caso específico, como seria o mundo, e Portugal, se este fosse governado pela minha mulher:

  1. A bíblia/corão/tora seria(m) substituída(s) pelos livros do OSHO
  2. Todos os treinadores/jogadores/dirigentes/adeptos de futebol teriam que obrigatoriamente frequentar cursos de aprendizagem de sinónimos para evitarem repetir sempre as mesmas palavras (esta, por acaso, até faria sentido);
  3. Acabavam os fusos horários e as horas como as conhecemos. Estas passariam agora a ser estabelecidas por decreto, de acordo com a vontade/disponibilidade/ciclo menstrual da nova líder.
  4. O único canal televisivo que existiria seria o TV5 Monde.
  5. O Mc’ Donalds passaria exclusivamente a vender saladas (mas continuaria a vender os seus gelados e as tartes de maçã)
  6. O fecho de serviços públicos no interior do país (escolas, polícia, centros de saúde, etc.) não teria em conta aspectos economicistas, mas sim aspectos práticos, ou seja, a partir do mapa do nosso território todos estes serviços seriam recolocados de forma a que, vistos de um avião, formassem uma linda figura geométrica, ou de preferência um “smiley”.
  7. A garantia de satisfação seria obrigatoriamente alargada ao acto sexual num casal, nomeadamente às rapidinhas.
  8. Conjugar menstruação e irritabilidade na mesma frase daria pena de morte
  9. Passaria a haver apedrejamentos públicos para todos os que entrassem em casa sem limpar os sapatos.
  10. A lei do tabaco seria insignificante comparada com a nova lei do vestuário.
  11. Deixariam de existir guerras, pois estas passariam a chamar-se “Precisamos de reequilibrar a nossa relação”
  12. Todos os aparelhos tecnológicos para uso doméstico, teriam obrigatoriamente um único botão (Liga/Desliga) o qual teria que ocupar, no mínimo, 50% da área do aparelho.


Fonte: http://vidadecasado.blogs.sapo.pt/178319.html

Se isto não é prova de que estou a precisar de férias.... - 2008-09-26 03:49

Perguntam-me algures num comentário, se as actualizações do blog(ue?) (como é que isto fica com o acordo ortográfico?) não podiam ser mais frequentes.

Claro que podiam, assim como também nós Portugueses, podíamos colocar bandeiras à janela, sem ser por causa do futebol, não podíamos? Podíamos (devíamos) colocar a nossa bandeira sempre que o país exige mais de nós, sempre que promessas políticas são quebradas, sempre que o desenvolvimento do interior é adiado ou visto de uma forma economicista e centralista (com a visão de Lisboa). Enfim, sempre que as coisas não correm como nós achamos que deveriam correr. Aí sim, deveríamos colocar a nossa bandeira, para mostrar que mesmo quando as coisas estão más, nós estamos cá, prontos para o que der e vier. Mas pronto, preferimos o "fast-food" das emoções, ao desgaste do inconformismo.

E o que é que isto tem a ver com a pergunta feita no comentário? - perguntam vocês. Leiam a porra do título do post!!



Fonte: http://vidadecasado.blogs.sapo.pt/178137.html

O parlamento explicado às crianças..... - 2008-09-26 03:49

- Pai para a semana, a professora quer nos levar a visitar a Assembleia da República. O que é isso?

- Ela não te explicou?

- Sim, mas quero que tu me expliques melhor.

- Ok. É uma espécie de Coliseu, como aquele que vimos em Roma.

- Fazem lá lutas? – pergunta-me desconfiada.

- Sim. Só que agora não se matam uns aos outros. Agora a luta é com palavras.

- Como é que eles lutam com palavras? – pergunta, com a desconfiança a aumentar.

- Existem várias equipas, que se chamam partidos. Cada partido tem que dizer o pior que conseguir de outro partido, de preferência do partido que tem mais jogadores. Para isso, todos os dias, é dada a cada equipa um tempo para falarem. Ganha o partido que conseguir ofender mais o outro.

- Parece fácil.

- Isso pensas tu. Existem três regras: Em primeiro lugar só podem usar palavras muito esquisitas, ou seja, não podem ofender, as outras equipas, com palavras simples, como por exemplo, chamando burro, estúpido, parvo, etc. Têm que usar frases e palavras elaboradas, que não se ouvem muito nas conversas normais, de preferência tiradas de livros, para dar um ar de que são pessoas muito inteligentes. Depois têm que conhecer muito bem o passado de todos os membros de todas as outras equipa: o que fizeram, o que não fizeram, o que já disseram, quando é que o disseram, etc.. E finalmente têm que fazer rir, com o que dizem, toda a gente. Esta última parte é muito complicada, pois quem está a ser ofendido, normalmente, não acha piada nenhuma.

- E quem está a ganhar esse jogo?

- Ninguém filha. Estão sempre empatados. Por isso é que de 4 em 4 anos nós votamos para renovar as equipas. Para ver se assim o jogo acaba.

- Mas a professora disse-me que é na Assembleia que fazem as leis que mandam no nosso país. – diz-me ela, mostrando uma enorme desconfiança por tudo o que lhe tinha dito.

- A tua professora quer-vos fazer uma surpresa. Vais ver quando lá chegares, se eu tenho ou não razão. Mas se não acreditas em mim, posso te mostrar uns vídeos.

- Está bem. Mostra-me! – diz a incrédula.

Dado o volume de exemplos existentes na Net, esta foi a teoria de faz de conta, que mais rapidamente lhe consegui impingir.

Fonte: http://vidadecasado.blogs.sapo.pt/177905.html

Perguntar afinal ofende...... - 2008-09-26 03:49

- Parece que o Alzheimer da minha avó (93 anos) faz com que ela, às vezes, já não reconheça a minha mãe. - diz-me a minha mulher, assim que desliga o telefone.

- E isso é bom.....ou é mau? - pergunto-lhe, sinceramente indeciso.



Fonte: http://vidadecasado.blogs.sapo.pt/177523.html

Preocupações..... - 2008-09-26 03:49

À noite na cama:
- És feliz? - pergunta-me ela, exactamente no momento em que me preparava para a seduzir.
- Queres a versão Capitalista, Humanista, ou Espiritual? - digo, enquanto, no meio de um suspiro, volto para o meu canto da cama.
- Acho que a mim, falta deixar de me preocupar tanto com a nossa filha. - diz, com um suspiro.
- Acho que te preocupas tanto, como uma mãe normal. Tens as tuas porras, mas no geral, não vejo grandes exageros. - digo, chegando-me a ela.
- Não concordo. Preocupa-me tudo. Se brinco com ela o suficiente, se tenho tempo para ela que chegue, se falo com ela o que ela precisa, etc..
- Amor! - reparem na minha total empatia com a sua preocupação... - Deixa-te de merdas! Quanto mais pensares nisso, mais condicionada te vais sentir. Faz apenas o que achas que deves fazer, e pronto! A moça é feliz e tu és uma excelente mãe. Ás vezes um pouco chata, mas isso é normal numa mãe.
- Pois! Mas é isso mesmo... Preocupo-me demais!
- Ok. Vamos lá então falar a sério. Pelo meu ponto de vista, é normal as mães preocuparem-se mais, do que os pais. Por mais que me custe admitir e dizê-lo, o facto de os filhos passarem 9 meses dentro de vocês, cria laços que nós homens, nunca poderemos sentir. Há uma ligação especial que as mães vão sentir para o resto das suas vidas, a que nós homens nunca poderemos aspirar. Pelo que, acho perfeitamente normal te preocupares mais do que eu, com a moça.
(pausa, com um ligeiro suspiro de alívio, da parte dela)
- Depois disto que eu disse, mereço sexo, não mereço? - pergunto-lhe.
- Não! Ainda não estou bem...
Abraço-a e digo-lhe:
- Amor. Para sermos felizes, temos que viver um sorriso de cada vez.
Ela abraça-me e solta mais um suspiro.
- Então e agora? - volto a insistir.
- Não. Hoje não me apetece.
- Está bem. - digo enquanto volto para o meu canto - Eu aceito o que a vida me dá! Tento. Insisto. Teimo. Mas aceito os nãos. Não fico a pensar neles muito tempo. Deixo as coisas andar. Sei que bastará um dia, uma hora, ou até um pequeno momento, para que o teu desejo por mim volte, e quando isso acontecer, sei que te vou fazer esquecer todas essas preocupações e simplesmente vais, mais uma vez, ver o brilho que tens dentro de ti.

E assim, meus caros, o dinheiro que certa dia gastei, em propinas, quando resolvi inscrever-me no 1º ano de um curso superior em Psicologia, continua a ser amortizado.



Fonte: http://vidadecasado.blogs.sapo.pt/177246.html

É por estas coisas que ela me adora..... - 2008-09-26 03:49

No dia dos anos da minha mulher:
- Toma, e muitos parabéns. - digo-lhe, ao mesmo tempo que lhe passo um embrulho para as mãos e lhe dou um beijo.
- Ó amor. Não era preciso. - diz ela, usando aquela hipocrisia habitual das mulheres, nestas ocasiões. - O que é isto?! Um jogo?! Mas...um jogo de consola?! É esta a minha prenda de anos?! - reage ela, de uma forma nada adequada ao tal "Ó amor. Não era preciso."
- Calma. Repara bem que jogo é esse. Tens-te queixado que andas com trabalho a mais, que não tens tempo para descontrair e que gostavas de aprender Yoga. Pois este não é um jogo qualquer. É o Wii Fit, o qual, para além de te permitir fazer diversos exercícios de "fitness", também te mostra e ensina, de forma interactiva, a fazer Yoga.
- A sério? - diz ela mais calma, enquanto vai olhando para a caixa do jogo.
- Sim. Confia em mim. Permite-te ainda acompanhar a tua evolução ao longo dos exercícios, e até te ensina a respirar enquanto os fazes. É muito interactivo devido a esta espécie de almofada, que vai controlando o que vais fazendo, e transmitindo isso para a consola. Acredita em mim! Com este jogo vais finalmente fazer aquilo que querias: aprender a fazer Yoga.
- Ó amor! Que querido! Adoro-te! - termina ela, com um merecido beijo à minha pessoa.

Mais tarde:
- Amor! - chama-me ela - Anda-me ajudar a montar isto. Não consigo pôr isto a funcionar na nossa consola (Playstation1).
- Pois. Esqueci-me de te dizer. Esse jogo só funciona numa consola que se chama Wii. Lembras-te de ontem, te teres queixado do dinheiro que poupaste, por este ano não teres tido tempo para ires aos saldos? Agora já tens onde o gastar.

E, mais uma vez, aquele que é o meu principal objectivo nos aniversários da minha mulher (surpreendê-la com as minhas fantásticas prendas) foi totalmente atingido. Além de que bati o anterior recorde (e por larga margem) dos minutos em que ela ficou paralisada, de boca aberta, e de olhos fixos, a olhar para mim.



Fonte: http://vidadecasado.blogs.sapo.pt/176951.html

Zeca Afonso: Cantor de Intervenção......(ou disléxico?) - 2008-09-26 03:49

Durante o jantar e enquanto ouvíamos o CD “Filhos da Madrugada”:

- Não percebo nada do que eles dizem nas músicas. – queixa-se a nossa filha, com o cotovelo em cima da mesa e a mão a apoiar a cabeça, enquanto com a outra vai mexendo a sopa com a colher.

- O senhor que escreveu as letras da música não podia, na altura, escrever o que queria, então escrevia através do que se chama de metáforas. – responde a minha mulher – E já agora, senta-te como deve ser e come a sopa!

- Pai, o que é uma metáfora? – pergunta-me, após um longo suspiro.

- Vou-te dar um exemplo: Quando a mãe resolveu descongelar a sopa, que ela fez há uns meses, e nos obriga a comê-la, está a dizer-nos, de outra forma, que não gostou nada que o pai tivesse trazido uma piza para o jantar. Isso é uma metáfora: Dizer as coisas que pensamos, mas de outras formas.– respondo.

- A mão só te obriga porque gosta de ti, pois a sopa faz-te bem. Ajuda a estimular o cérebro. – diz-lhe a minha mulher.

- Já percebi. – diz a nossa filha, dirigindo-se a mim - É que acontece quando tu fazes exercício e logo a seguir vais comer chocolates. Estás a querer dizer que não vais emagrecer. – diz, com um sorriso, que me pareceu demasiado desrespeitador, para com um educador do meu calibre.

- Não filha. Isso é um simples paradoxo! – respondo-lhe.
- E o que é um paradoxo? – pergunta.

- É seres obrigada a comer a sopa e, ao mesmo tempo, dizerem que gostam de ti.

(pausa, aproveitada pela minha mulher para me enviar à cabeça um pedaço de pão)

- Mas continuo a não perceber o que eles cantam. Acho que quem escreveu estas músicas, escrevia o que lhe vinha à cabeça e depois chamou-lhe matáfora. – insiste a nossa filha, continuando a mexer a sopa com a colher. – Conheço um menino que não consegue ler bem. Troca as palavras e não se percebe nada, quando está a ler. A professora diz que é dizpéxico. Se calhar o senhor que escreveu as músicas, também tinha esse problema.

- Mas por que raio é que ela já não come mais sopa? – grita a minha mulher comigo, quando me vê a tirar o prato de sopa, da frente da nossa filha.

- Porque quem apresenta teorias com esta lógica, não necessita da tua sopa para estimular o cérebro.



Fonte: http://vidadecasado.blogs.sapo.pt/176715.html

O cota..... - 2008-09-26 03:49

- Pai, agora que já não usas o teu leitor de MP3, podes-mo dar?
- Claro. - respondo, pois com o meu novo, espectacular e ultra moderno N95 (que comprei para os meus anos) ouvir MP3 é uma simples e mera banalidade.
- E posso escolher as músicas para lá pormos? - diz, radiante.
- Sim. Vamos para o computador tratar disso. Eu levo já este CD do Noddy, e tu escolhes aí outros.
- O CD do Noddy?! Mas que merda é essa?! O Noddy?! Ó cota, o Alzheimer já te está a atacar?! Por favor! Aquela menina que tu pensavas ter já não existe. Passou à história. Vê lá se te habituas a isso. - disse-me ela (enquanto me põe nas mãos um CD de Adriana Calcanhoto) através do seu olhar e utilizando outras expressões (talvez mais suaves) mas que não evitaram a queda de mais uns tantos dos meus cabelos, e aquela estranha e agoniante sensação de ser ultrapassado pelo tempo.

Fonte: http://vidadecasado.blogs.sapo.pt/176390.html

Qual é coisa, qual é ela.... - 2008-09-26 03:49

Sem que a minha opinião pedisse
Ela veio e eu amuei
Lá chegou e eu nada disse
Mas assim que a senti chorei

É uma dor que arde sem se ver
É uma ferida interior que se sente
É algo que me deixa descontente
É dor que desatina e me faz sofrer

Ferve em mim a revolta
é nula a minha paciência
pois o mal que me provoca
Tira-me toda a coerência

Bate forte, fortemente
É tudo menos apática
Será a sogra? ou será gente?
Gente não é certamente.
É a puta da ciática.

Fonte: http://vidadecasado.blogs.sapo.pt/176271.html


Peço desculpas mas..... - 2008-09-26 03:49

Ando a passar por uma fase muito estranha da minha vida, na qual tenho todo o sexo que desejo com a minha mulher e, na minha idade, infelizmente, a criatividade já não dá para tudo...pelo que a escolha tem sido óbvia.
Mas tenho quase a certeza que isto é algo de passageiro,aliás, segundo um amigo mais velho (que já passou pelo mesmo): "É o chamado canto do cisne....." Pelo que, talvez mais depressa do que desejaria, hei-de voltar.....pois afinal.....analisando friamente as coisas......este blog sempre serviu para despejar frustrações sexuais.

P.S.- Podem continuar a deixar as vossas nos comentários.

Fonte: http://vidadecasado.blogs.sapo.pt/175714.html

Tempos.... - 2008-09-26 03:49

Quando o tempo que a minha mulher demora a pentear a nossa filha, é ultrapassado pelo tempo que o Windows demora a arrancar, a conclusão só pode ser uma: chegou a altura de mudar, definitivamente, para Linux.

Fonte: http://vidadecasado.blogs.sapo.pt/175608.html

Confissões..... - 2008-09-26 03:49

- Nunca vais deixar de gostar de mim? - pergunta-me, pouco depois de chegar a casa pousar os sacos e dar-me um beijo.
- Gastaste assim tanto dinheiro nos saldos? - pergunto-lhe, em pânico.
- Não sejas parvo! - diz, aborrecida - Quando vinha no carro, pus-me a pensar em nós e na nossa relação. Cheguei à conclusão que, por vezes, implico um bocadinho, por causa de coisas triviais, contigo e com a nossa filha.
- Tens a certeza que não gastaste dinheiro a mais? - pergunto, com a sensação de pânico a aumentar.
- Não! Estou a falar a sério! Acho que embirro contigo por coisas pequenas, e acho que tens razão em ficar chateado, quando isso acontece.
Optei por não dizer mais nada, pois quando a nossa mulher começa no "mea culpa", um bom marido deve-se limitar a prestar o máximo de atenção, tentando assim gravar na sua memória tudo o que está a ouvir, para poder vir a utilizar um dia mais tarde.
- Penso que este é um dos meus piores defeitos. Este e também o facto de, quando discutimos, te dizer coisas sem pensar e que te magoam. Tens tido muita paciência comigo e és, sem dúvida, o homem da minha vida.
Foi aí que comecei a sentir um nó na garganta. E há medida que ela ia desfilando os seus defeitos e apontando as minhas qualidades, comecei a sentir o nó cada vez mais apertado, e os meus olhos prestes a rebentar em lágrimas. "Porra! Esta mulher é demais!" pensava eu. Foi então que, no meio de uma sentida declaração de mudança do seu comportamento, não aguentei! Já com algumas lágrimas a correrem-me pela face, agarrei na sua mão, e gentilmente, conduzi-a para o único sitio onde tudo fazia sentido: A nossa garagem, na qual jazia o nosso pobre carro, com um dos faróis partido, uma mossa enorme no capot, e pingando água do radiador......

Fonte: http://vidadecasado.blogs.sapo.pt/175261.html

E o vencedor é....... - 2008-09-26 03:49

Aí está finalmente, o resultado do fabuloso concurso: "Quem melhor engraxa o casado, para este lhe dar um livro."
Tenho que confessar que houve alguma dificuldade em escolher o melhor comentário, pois entre chantagens com mousses, poesias, duetos de espíritos, apelos desesperados, gritos de paixão pela minha pessoa (infelizmente não houve muitos), e chantagens sexuais por parte da minha mulher, ganhou este último.
Ou seja, aquele que para a minha mulher foi o melhor comentário. E assim mais uma valiosa lição há que tirar disto: "Quando fizeres concursos, se não sabes se vais gostar da opinião da tua mulher, simplesmente, nunca a peças"
Bom, estou a exagerar, pois ela não escolheu o comentário vencedor. Seleccionou dois comentários para eu escolher. Eu, após uma avaliação muito esforçada (a moeda que enviei ao ar, caiu para baixo da mesa da cozinha, e infelizmente já não tenho a flexibilidade dos vinte anos) escolhi como vencedor, o comentário:
"Se, um dia, eu constituir família e tiver filhos, a culpa é sua!" da Violeta.
E porquê? Para isso nada melhor do que passar a palavra ao Presidente do Júri, a minha mulher:
"Simplesmente, porque é um comentário que mostra o que de melhor este blog tem: a capacidade de divertir as pessoas, fazendo-as ver que em tudo na vida, e principalmente numa relação a dois, podemos olhar para o que nos acontece ou, como obstáculos intransponíveis, ou, como mais um desafio que iremos ultrapassar."

Depois disto, sinceramente para mim, este blog apenas mostra a hipocrisia do seu subtítulo, ou então mostra um estranho impulso de mandar certas responsabilidades para cima da minha mulher....
Peço pois à vencedora que me envie um mail com a sua morada para receber o livro. A todos agradeço a participação e quem sabe....pode ser que a minha filha estrague outro livro.....

Fonte: http://vidadecasado.blogs.sapo.pt/175056.html

A minha mulher é medium..... - 2008-09-26 03:49

A minha mulher tem um grave problema com o álcool: Sempre que bebe um pouco mais do que o normal, fica possuída por estranhos espíritos. Começa por ficar possuída pelo espírito do brilhante Agostinho da Silva, ou seja, avança com o que parecem ser grandes teorias filosóficas, mas, com a dicção enrolada própria desse espírito, torna-se difícil perceber o que diz. Se continuar a beber, deixa entrar nela o espírito de Amália Rodrigues, começa (também com a dicção da fadista) a falar, com grande nostalgia, dos tempos passados, e termina sempre com exagerados agradecimentos, a todos os que se encontram à sua volta (sejam eles conhecidos, ou não) por estarem ali, por a ouvirem e por a estimarem.
Se não a consigo impedir de beber mais, vem até ela o espírito mais tenebroso de todos: o da falecida Edith Piaf. Quando tal espírito se apodera dela, a primeira coisa que faz, é obrigar a minha mulher a subir para o ponto mais alto que encontra (seja uma cadeira, uma mesa, ou um palco onde uma banda está a tocar músicas para entreter as pessoas na passagem de ano). Depois disso, obriga a minha mulher a cantar a sua canção preferida: "Non, je ne regrette rien." E é aí que surge o grande problema, pois este, ao contrário dos outros, é o único espírito que não consegue mudar a voz da minha mulher, pelo que também lhe chamo de espírito "fim de festa".

Para tentar exorcizar a minha mulher, aluguei o mais recente filme que conta a história de Edith Piaf. Se teve qualquer efeito, ou não, ainda não sei (talvez no Carnaval consiga saber) mas trata-se de um filme que é, sem dúvida, um espelho do espírito que ataca a minha mulher: corre sem destino e não se deixa apanhar com facilidade.


Fonte: http://vidadecasado.blogs.sapo.pt/174799.html

Eu não tenho a culpa que ela seja hipocondríaca..... - 2008-09-26 03:49

- Então sogra! Sempre vem passar o ano connosco? – digo assim que atendo o telefone.

- Sim. – responde ela, secamente. - Quero falar com a minha filha.

- Ela não está. Saiu para tentar comprar lixívia. – digo, ao mesmo tempo que se acende uma luzinha na minha cabeça. – Por falar nisso. Ainda usa daquelas máscaras contra o pó, quando faz limpeza?

- Claro! Mas porquê? – pergunta-me, já com alguma curiosidade.

- Queria pedir-lhe se não se importava de nos trazer umas caixas delas quando viesse. É que por aqui estão esgotadas.

- Esgotadas? Porquê? – pergunta ela, já com alguma preocupação.

- Nada de preocupante. Traga três caixas, se faz favor. Espere. Quantos dias vão ficar? Três, não é? Então traga antes seis caixas. E não se preocupe que eu faço questão de pagar tudo isso.

- Mas o que é que se passa por aí?

- Não viu na televisão?

- Não. O quê?

- Não tem que se preocupar. Com as máscaras e as fogueiras que estou a fazer à volta da casa, estamos protegidos.

- Fogueiras?!! Mas estás a falar do quê!!!???? O que é que se passa???!!!!

- Já agora. Pode também trazer uns 15 litros de lixívia? Também está difícil de encontrar por aqui.

- Mas importaste de me explicar o que se passa!? Ou é mais uma das tuas estúpidas brincadeiras?!

- Não é nada de especial. Espere um pouco... – digo, enquanto grito para o ar – Amor, já chegaste? Não te esqueças de queimar o fato protector que levaste para a rua.

- A minha filha já chegou???!!! Passa-lhe o telefone! Quero falar com ela!

- Tem que esperar, ela agora foi ao banho. Sabe...com isto da gripe aviária que por aqui anda..... – digo, deixando pendurada a última frase.

- Passa-me a minha filha!!!! – grita ela, em pânico.

Conclusão: Não sei o que é, mas tenho algo em mim que faz com que as pessoas acreditem no que lhes digo (mesmo quando falo em fogueiras à volta da casa). A única pessoa que tem dificuldades em acreditar nas minhas histórias, é a mulher com quem casei, a qual não acreditou que tudo não passou de uma pequena experiência, para ver até que ponto a sua mãe é hipocondríaca.

P.S.- Quanto ao concurso: Dada a manifesta falta de inspiração que, talvez devido à época festiva, nos toca a todos, resolvi prolongar o concurso por mais uma semana, ou seja, até ao próximo dia 7 de Janeiro inclusive.


Fonte: http://vidadecasado.blogs.sapo.pt/174550.html

Coisas sem sentido.... - 2008-09-26 03:49

Eu e a minha filha, em viagem de carro:
- Pai, estou à rasca para fazer chichi.
- E aguentas até a casa?
- Sim. Mas tenta não passar pelos buracos. - pede-me.
- Ok. E então o que é que fizeste hoje?
- Não conto.
- Se não contas, passo por todos os buracos que encontrar.
- Porque é que tu gostas tanto de me chatear? - pergunta-me ela, amuada.
- Porque te adoro.
- Não percebo isso!
- Eu explico. É como se fosse um conto de natal.
- Um conto de natal? Boa, conta! Mas não passes pelos buracos. - pede-me, entusiasmada.
- Está bem. Era uma vez um menino, igual a tantos outros meninos, ia à escola, era traquinas, brincalhão e também gostava muito de doces.
- Eras tu?
- Não digo, tens que ouvir até ao fim, senão....
- Passas por buracos, já sei. - diz ela, amuada.
- Certo dia, o menino acordou e quando se olhou para o espelho, começou e ver bolhas a crescer na sua cara. Achou estranho, mas não ligou muito. No entanto, com as bolhas, começou a reparar em outras coisas estranhas. Começou a reparar que, por vezes falava, mas as pessoas apenas ficavam a olhar para ele, como se não o entendessem. No inicio, pensou que isso era apenas porque as pessoas com quem falava, não lavavam bem as orelhas, mas à medida que os dias passavam e que ele crescia, começou a reparar que cada vez menos, as pessoas o entendiam. Chegou então um dia, em que ele acordou e viu que já não tinha corpo de menino, era um homem. Mas foi também, a partir desse dia, que ele se apercebeu que já ninguém o entendia. Parecia, a todos, que aquele homem falava numa língua completamente estranha. Fosse para onde fosse, estivesse com quem estivesse, ninguém o conseguia perceber. Mas um dia, encontrou uma rapariga. Essa rapariga era diferente de todas as outras que ele tinha conhecido. Para já, era muito teimosa e tinha muito mau feitio.
- Era a mãe?
- Se não era, era muito parecida. Mas se continuas a interromper-me, nunca mais acabo a história e ficas sem saber porque eu tenho que te chatear.
- Está bem. Continua.
- Essa moça era tão teimosa, que não descansou enquanto não percebeu o que rapaz dizia. E assim começaram a andar os dois juntos. Juntos aprenderam um com o outro: a rapariga aprendeu a linguagem do rapaz, e o rapaz aprendeu a linguagem da rapariga. Resolveram então casar. No inicio era um pouco difícil, pois existiam alturas em que não se entendiam. Mas com o tempo, e muita paciência aprenderam a falar um com o outro. Mas o rapaz continuava a ter um problema, continuava a não saber falar com as outras pessoas, e não entendia porquê. Então um dia tiveram uma filha. Uma filha linda, teimosa e com um mau feitio igual ao da mãe.
- Era eu?
- Se calhar. Posso acabar a história? Já não estás à rasca para ir à casa de banho? – pergunto-lhe, uma vez que já tinha estacionado o carro.
- Sim, mas agora quero ouvir o fim.
- Então ouve: Quando essa filha nasceu, ao principio também falava uma linguagem estranha que nenhum dos pais entendia. Os pais ficaram um pouco assustados, mas com o tempo a filha ensinou-os a compreendê-la. Mas, mais importante ainda, a filha mostrou ao pai o que ele tinha que fazer para conseguir falar com os outros adultos.
- A sério?! O quê, pai?
- Mostrou ao pai que ele não passava de um menino preso, dentro do corpo de um homem, e que enquanto não deixasse esse menino sair, não iria ser capaz de falar com os adultos. Foi assim que o homem-menino, percebeu por que razão ninguém o entendia e começou, finalmente, a falar com os outros adultos. Muitos deles continuam sem o perceber, mas o menino-homem já não se preocupava com isso.
- E o que tem isso tudo a ver, com tu me estares sempre a chatear?
- É uma das formas que eu tenho, para te mostrar que deves ser sempre uma criança, por mais idade que tenhas.
- Acho que ainda falas de uma maneira esquisita, pois eu não percebi essa última parte.
- Vais perceber um dia, mas agora toca a ir fazer chichi antes que me inundes o carro. Já chega o cheiro dos puns que deste na viagem. – digo-lhe, enquanto abro a porta do carro.
- EU NÃO DEI PUNS!

Fonte: http://vidadecasado.blogs.sapo.pt/174158.html

E porque é Natal....... - 2008-09-26 03:49

E se de repente o Casado oferecesse um dos seus livros?!
"Um gajo sovina e antipático como ele? Um gajo que nem responde a 99% dos comentários que nós simpaticamente por aqui deixamos? Um gajo que não responde aos mails, ou só responde dois meses depois? Nem pensar nisso! Esse gajo é tão sovina que nem dá o nome quando se apresenta a alguém! Só se.....hmmm só se isto é coisa da Casada! Aí talvez!"
Pois é, cambada de maldizentes! Não é nada coisa da Casada! Eu é que resolvi fazer isto! E porquê? Porque no fundo quero mostrar a face simpática e gentil que tenho. Para além disso, daqui a uns meses estou a pensar concorrer a um concurso de blogs (um daqueles que realmente contam, ou seja, que têm um prémio em dinheiro) e quero o vosso voto (e também tenho um livro que não está em muito boas condições).
Assim, a partir de hoje e até ao final do ano, todos os comentários que forem aqui deixados, em posts antigos ou recentes, serão, no final do ano avaliados por um júri totalmente imparcial (EU e DEUS, ou seja, EU outra vez). O melhor comentário terá então a grandiosa honra de receber, totalmente de borla (incluindo os gastos de envio, pois o livro está mesmo em más condições) e com uma dedicatória exclusiva, um exemplar do meu fabuloso livro.
E está lançado o concurso. Qualquer dúvida que tenham, será respondida quando eu quiser.
Para finalizar, entendam este meu post e respectivo concurso como uma forma de vos desejar boas festas, feliz natal, Páscoa, etc., para as próximas décadas.

P.S.- O livro não está assim em tão más condições.

Fonte: http://vidadecasado.blogs.sapo.pt/173890.html

Evidências..... - 2008-09-26 03:49

Há duas coisas que me encolhem o escroto: O frio, e a minha mulher olhar-me nos olhos, e dizer: "Temos que falar!"

Fonte: http://vidadecasado.blogs.sapo.pt/173576.html

O Pai Natal fala comigo..... - 2008-09-26 03:49

- Mãe, o Pai Natal existe mesmo?

- Claro que sim. - responde ela – Não é Pai?! - pergunta-me, voltando-se para mim (como se eu tivesse algo a ver, com as dúvidas da mocita).

- Claro que existe. Existe o Pai Natal, Deus, e até já ouvi dizer, que existem pessoas a comprar o meu livro. - respondi eu. Bom, aquela parte do livro, não a disse, coloquei-a agora para dar aquela imagem de desesperado (trata-se de outra estratégia, que passa por tentar chegar às vossas carteiras, através da pena) e para vos relembrar que o meu livro (à venda na FNAC, Bertrand e na Internet logo aqui ao lado) é uma excelente prenda de natal, tendo inclusive, uma cor que só fica bem em qualquer tipo de prateleira, desde as mais clássicas, até às mais modernas.

- Como é que sabes? - pergunta-me a nossa filha.

- Mas tu já te esqueces-te que eu conheço o Pai Natal? Que já lhe emprestei um GPS e que ainda o ano passado fomos à sua loja secreta? - explico-lhe.

- Sim, mas na escola dizem que isso é tudo mentira. - diz ela, com um ar triste.

- E tu achas que o pai, e especialmente a mãe, te iam mentir só para tu andares mais contente durante esta época, com a expectativa de um velho de barbas e carregado de brinquedos, bater à porta e te dar o que tu queres? - pergunto eu, ao mesmo tempo que recebo um beliscão da minha mulher.

- Então é verdade? - pergunta-me ela, ainda com um ar de dúvida.

- Sim!! Pai Natal!? Diz... - reajo eu, com o indicador no ouvido e aparentando alguma surpresa. - Pois é verdade. Então e a mulher, continua chata? (pausa) Eu por aqui estou na mesma, também não posso dizer nada pois a minha também está a ouvir.....ehehehe. Então e os filhos? Já os expulsaste de casa? (pausa) Pois está claro. Já estão com mais do que idade para acartarem pedras na mina. (pausa) O quê? Eles fizeram queixa de ti ao tribunal? Levaste com uma inspecção de surpresa? Porra pá. E agora? (pausa) Descobriram que o Rodolfo andava a fazer cópias piratas de DVDs? chiiii.... Mas não era o gajo que comandava as outras renas?

- Pai!!! O que é que se passa com o Pai Natal?! -interrompe-me a moça preocupada, enquanto a minha mulher me começa a mandar uns olhares bizarros.

- Nada de especial filha. O pai só está a fazer conversa, para ver se saca alguma coisa em relação aos teus presentes. - digo, para a sossegar. - E olha lá, mudando de assunto. - digo voltando a pôr o indicador no ouvido – Em relação às prendas aqui da minha filha. Podes-me dizer alguma coisa? (pausa) O quê?? Este ano não vais conseguir trazer nada? Porquê?

- Pai!?? Não vai haver Natal?

- Ficaste sem os duendes? Porquê? (pausa) Uma carica? Ok. Eu falo com ela. Adeus.

- Então pai? O que se passou?

- Mas tu acreditas mesmo que ele esteve a falar com o Pai Natal? - pergunta-lhe a minha mulher.

- Não sei. Mas se eu não acreditar e depois for verdade, posso ficar sem presentes. - respondeu a nossa mocita.

- Ora aí está. Acabaste de dar o primeiro passo em direcção ao ateísmo. - respondo eu, orgulhoso.

- Mas o que é que se passou? - pergunta novamente, a mocita, desesperada.

- Bom, o melhor é sentares-te. - digo-lhe com ar preocupado - O Pai Natal está com problemas com a lei, porque parece que os duendes trabalhavam de borla e que as renas tinham um negócio paralelo da falsificação de brinquedos. Para além disso, ele disse-me que o teu comportamento este ano, foi um pouco....bom...não te portaste assim muito bem....comeste muitos doces sem oferecer ao pai; levantaste-te cedo ao fim de semana; não deixas o pai fazer sestas; não ajudas o pai a tratar do gato; etc. Com tudo isto, ele diz que só te pode trazer uma carica.

- Uma carica? - responde a moça, quase com lágrimas nos olhos.

- Luis Luz!! - diz uma voz tenebrosa, num tom que me arrepiou os pêlos da nuca. Por momentos julguei ter voltado à minha infância, e que estava a ouvir a minha mãe a ralhar comigo, por...(isso são outras histórias) – Se tu puseres a moça a chorar, já sabes o que te espera. - é então que reparo que era apenas a minha mulher, com mais uma das suas ameaças.

- Sim! Pai Natal? Diz.... – digo, enquanto volto a pôr o indicador no ouvido. - Sim. Está bem. Eu digo-lhe.

- O que foi, pai?

- O Pai Natal pede desculpas. Ele enganou-se, não vais ter uma carica.

- Não? Vou ter o quê? Uma bicicleta nova?

- Não. Vais ter duas caricas e um berlinde.....


Na hora de ir para a cama:

- Porra pá! Não consegui resistir. Não tenho a culpa de ser uma pessoa fraca. - digo à minha mulher, quando ela me manda dormir, para o quarto de hóspedes.

- Então agora aguenta! - responde-me ela friamente.

- Está? Pai Natal? - digo, enquanto volto a enfiar o dedo no ouvido. - Qual era a prenda que estavas a pensar trazer para a minha mulher? Temos que falar nisso.


E não é que resultou e pude partilhar a "nossa" cama!!!!

Importante lição para o futuro: Quando uma mulher se ri, fica com a memória de curto prazo afectada.



Fonte: http://vidadecasado.blogs.sapo.pt/173454.html

O Video..... - 2008-09-26 03:49

O dinheiro que se ganha nesta casa, não tem como prioridade a compra de produtos considerados supérfluos, como um gravador de DVD ou um modesto videogravador. Por aqui, as prioridades são dadas à compra de malas e ultimamente, a carregadores de telemóvel (estes últimos desaparecem estranhamente, de dentro das diversas malas da minha mulher...bom, pensando um pouco, não é assim tão estranho, pois todos nós, homens, sabemos que as malas das nossas mulheres, são portais para outras dimensões).

Assim sendo, não temos qualquer registo da nossa passagem pelas "Tardes da Júlia".

A pessoa que possui esse tipo de produtos supérfluos (videogravador) no momento em que ia programar a gravação, apercebeu-se que não tinha qualquer cassete disponível e, infelizmente, já não fui a tempo de lhe dar a cassete do meu casamento.

Perante isto, só me resta esperar que, até à minha futura presença na TV, a venda dos meus livros aumente exponencialmente, e que assim já possa ter justificação, perante o Conselho Familiar (e todos nós sabemos de quem estou a falar) para comprar um PDA topo de gama e, talvez, um videogravador dos mais baratos.

Fonte: http://vidadecasado.blogs.sapo.pt/173200.html

Uma aventura na TV.... - 2008-09-26 03:49

Tudo começou com um mail a perguntar se não queria ir ao programa da Júlia, respondi imediatamente que agradecia o convite, mas que já tinha um casamento de sonho (tive o cuidado de mandar uma cópia desta minha resposta para a minha mulher, para ela ver que mereço um PDA no Natal). Fiquei depois a saber que afinal, a Júlia tem mais uma série de programas, um dos quais passa durante as tardes, e era nesse que me queriam, a mim e à minha mulher, para falar sobre sexualidade saudável num casal, isto porque tinham lido o meu blog. Perguntei o que tinha o meu blog a ver com sexualidade saudável num casal, ao que a minha mulher respondeu que só por cima do seu cadáver iria falar sobre intimidades num programa da televisão. Como adoro vê-la em situações que a deixam constrangida, consegui convencê-la, após me certificar que efectivamente não se tinham enganado no blogger. A primeira bronca começou com a necessidade de fazer uma reportagem na nossa casa:

- Na nossa casa? Mas fazer o quê?- perguntou-me a minha mulher.

- Querem nos vir filmar a passear pelo jardim de mãos dadas, a olhar para os passarinhos e a dar beijos um ao outro. E também querem umas fotos do nosso casamento, do tipo daquelas em que tu estás a fingir que falas para o telefone, embora eu prefira aquela em que tu estás com aquele ar angélico com as mãos juntas e encostadas à tua face. - isto para a picar, porque mulheres com mau feitio tem um “Je ne sais pas quai” (já faltava alguma intelectualidade ao blog) que me seduz.

Infelizmente não foi possível esse tipo de filmagens, e as fotos foram escolhidas a dedo pela minha mulher.

As filmagens consistiram em nos fazer falar à parte, sobre a nossa sexualidade. Achei estranho ela ter tanta coisa para contar, pois estive à espera da minha vez mais de meia hora. Isso deixou-me bastante preocupado, principalmente quando, com alguma frequência, começava a ouvir gargalhadas histéricas da zona de filmagem. Quando chegou a minha vez, despachei a coisa em 5 minutos, pois quando se trata de sexo, sou um gajo que vai directo ao assunto e sem rodeios.

Quando se foram embora, tentei saber o motivo de tanta gargalhada:

- Então, o que é que disseste, que era só alegria?

- Nada de especial. Apenas os informei que te tinha prometido não responder a algumas perguntas, mas que estava disposta a reconsiderar, desde que eles, de vez em quando, se rissem bastante e de forma a que tu os ouvisses.

Obviamente que não acreditei nela, pois o seu sentido de humor não é assim tão mórbido, pelo menos perante estranhos. Pelo que lá fomos então para o programa, tendo eu aproveitado para levar um livro para dar à Júlia (e é sempre bom recordar, todos os estimados leitores deste blog, que estamos no Natal, época ideal para oferecer livros que ajudem os casais portugueses a serem felizes) e, sinceramente, com algum receio do que iria ouvir da parte da minha mulher. Meteram-nos numa sala à espera. Para tentar descontrair, pus-me a ler o meu fabuloso livro, o qual é realmente espectacular (NATAL! OFERECER! LIVRO! VIDA DE CASADO!) depois de ter descoberto mais um erro ortográfico, lá nos chamaram. E pronto, o resto não me lembro, tirando talvez a vaga impressão de que destoámos no conjunto. Como conclusão, tenho a dizer-vos que a Júlia, ao contrário do que dizem as más-línguas, não grita assim tanto. Quem grita que se farta é a audiência, a qual, e não pode ser coincidência, é composta unicamente por mulheres.



Fonte: http://vidadecasado.blogs.sapo.pt/172874.html

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