Beleza

Resultados da votação.... - 27Set2009 21:42:38

Para o Jantar:

Crepes- 66,66% (2 votos)

Sopa - 33,33% (1 voto)

 

Resultado Final: Sopa e asfixia democrática.



Fonte: http://vidadecasado.blogs.sapo.pt/181812.html

Crise de criatividade..... - 24Set2009 14:03:10

- Quando é que voltas a escrever no blog? – pergunta-me ela.
- Com o número de tarefas domésticas que me dás, onde é que eu tenho tempo para fazer outras coisas? – pergunto-lhe, ao mesmo tempo que me sento, coloco a minha gaveta das meias ao colo, e me preparo para separar as minhas meias rotas, das não rotas.
- Sentia-te mais feliz quando escrevias. – continua ela, agarrando na minha gaveta e colocando todas as minhas meias no lixo.
- Mas sobre o que é que queres que eu escreva? Não é que haja rotina entre nós. – digo, enquanto, involuntariamente, engulo em seco – Mas sem assunto e com demasiadas coisas na cabeça, relacionadas com o trabalho, não consigo escrever. – digo, enquanto vasculho no lixo, à procura das minhas meias dos “Looney Tunes” e dos “Simpsons”.
- Mas se escrevesses, talvez te descontraísses e até te podias sentir melhor. – continua ela, arrancando-me das mãos as minhas meias preferidas (com um bonito desenho do Bart Simpson) ao mesmo tempo que acende um isqueiro.
- Não me sinto com criatividade, pá! – digo, apagando com um sopro, o isqueiro – Já nem sei se conseguiria escrever alguma coisa de jeito. – digo triste, enquanto corro pela casa com as meias que consegui salvar da incineração.
- Mãe, Pai! Amanhã é dia de escola… - diz a nossa filha, descendo as escadas - …e se vocês não se calam não durmo! – diz, olhando para nós, meio assustada, ao ver-nos no wrestling e ao sentir um cheiro a queimado, que começava a espalhar-se pela casa.

 

P.S.- Embora com um espaço temporal entre post, que irrita a minha mulher, algo de estranho se passa com o blog, pois nos últimos meses, fui entrevistado para a "Visão". Fui ao programa da RTP2, "Sociedade Civil", falar sobre a Vida de Casado. Estive no Rádio Clube Português no programa "Janela Aberta" e amanhã vou ao programa “Mundo das Mulheres” falar sobre o blog.
Este último provoca-me alguns arrepios….eu, no mundo das mulheres…. bom, no Sociedade Civil era o único homem presente…tudo isto até acaba por ter algumas vantagens para alguém que, como eu, prefere escrever a falar: estar no mundo das mulheres, ou ser o único homem no meio de mulheres, facilita bastante a minha tarefa de falar o mínimo possível.

 



Fonte: http://vidadecasado.blogs.sapo.pt/181714.html

A semana passada... - 19Jun2009 12:18:00

- Então? Já decidiste onde vamos nos feriados? - pergunta-me ela.
- Achas que tenho tido tempo para isso? - respondo eu, com o habitual bom humor que me tem caracterizado nos últimos tempos. - O melhor é anularmos isso e marcar o dia de férias para outra altura. Isto anda demasiado complicado. - digo, no meu papel de sindicalista.
- Deixa-te de merdas! Não podes continuar a carregar o mundo às costas. A tua família também precisa de ti! - diz-me a minha consciência, mostrando finalmente, toda a sua hipocrisia, pois é ela que tem a lata de me chatear diariamente, obrigando-me a lutar por certos direitos (sob ameaça de não me deixar dormir) e a levar ao colo algumas pessoas, que não sei se o merecem.
- Ok. Não te preocupes. Eu vou já tratar disso. - digo - Onde é que querem ir? - pergunto, iniciando desta forma o processo democrático de decisões familiares.
- Eu gostava de ir para a praia, mas para um sitio novo. - responde a minha mulher.
- E tu filha? - pergunto.
- Eu gostava de ir acampar outra vez para o Gerês. - responde ela.
- Então está decidido. A maioria manda e manda acampar para o Gerês! - digo, dando por terminado o processo democrático de decisões familiares.
E assim lá fomos para uma praia na costa espanhola, gastar um pipa de massa na merda de um hotel, perto de um tal parque natural de Doñana.
- Vocês não saem de perto da piscina? Venham comigo à praia. Foi para isso que para cá viemos! - diz a Ahmadinejad* da família
- Não gosto da praia. Está toda suja e cheia de gente! - responde a nossa filha.
- E eu na praia não apanho rede. - digo, enquanto vou lendo e respondendo a mails a partir do meu maravilhoso telemóvel, o qual está a precisar de ser substituído por um outro, que tenha um teclado de jeito, tendo eu insinuado isso mesmo à minha mulher (mostrando-lhe os calos provocados pela escrita de mails usando um teclado numérico) mas que esta pura e simplesmente ignorou, fingindo-se irritada, por não ter ninguém para a acompanhar à praia.
E assim se passavam os dias. Tudo parecia correr normalmente. De um lado eu e a nossa filha, na piscina. Ela com os seus recentes amigos e eu, com a adrenalina no máximo, a acompanhar notícias e a ler e enviar mails, usando o meu quase maravilhoso telemóvel. Do outro lado a minha mulher a ir para a praia sozinha. Mas...um dia tudo mudou.
- Amanhã vamos andar de cavalo? - pergunta a Sócrates** da família, fingindo uma humildade que não tem.
- Vamos! - reage a pobre criança, facilmente enganada por conversas moles.
- Quanto custa? - pergunto eu, enquanto vou tentando aliviar os calos nos dedos com gelo.
E lá fomos gastar mais uma pipa de massa, num passeio a cavalo que, supostamente, seria pelo parque natural.
Quando lá chegámos perguntaram-nos, num espanhol típico do sul: - Quien tiene experiencia con caballos?
Como sou um erudito em várias línguas, cheguei-me à frente e disse: - Io tieno experiencia con cabalos dos caros. (para quem não percebe o espanhol, trata-se de uma pequena piadola, com a qual pretendia mitigar o suposto embaraço que causei à minha mulher, por regatear o preço do passeio, e com a qual pretendia dizer que, experiência com cavalos, só os dos carros***).
Assim que disse esta piadola, fui imediatamente posto de lado, e fui contemplado com o último cavalo. Por sinal, um animal bastante irrequieto que me provocou, logo ali, algum nervosismo e me fez perguntar: - És un bueno cavallo?
Ao que me responderam:
- És el caballo mas caro que tiniemos.
Julguei, na altura, que se tratava de uma piada que eu, sinceramente, não percebi.
Bom....O melhor que posso dizer sobre o passeio, é que o mesmo não correu da melhor maneira, nem para mim, nem para os donos dos caballos... A única pessoa que efectivamente se divertiu com toda a situação foi a nossa filha que, pelo que me lembro, nunca se riu tanto na sua curta vida, e que, ainda hoje, não pode ouvir as palavras: Pára! Por Favor! Foda-se! Cavalo! Salvam-me! Mãezinha! Socorro! Aiii!; ou ainda: Quero o meu dinheiro de volta!; sem largar uma valentes gargalhadas.****
Para terminar estas espectaculares mini-férias, só faltou um ataque de mosquitos, os quais, na minha última contagem, me picaram 124 vezes. A minha única consolação é que metade deles morreu, devido ao excesso de colesterol, e a outra metade, de ataque cardíaco, por excesso de adrenalina.

*referência altamente intelectual e actual, coisa que já há muito tempo não se via neste blog
**  Duas referências altamente intelectuais no mesmo post!!!!
*** Ok. É uma piadola fraca, admito.
**** Nota importante: no espanholês da Andaluzia, caro, não é carro, é mesmo caro!



Fonte: http://vidadecasado.blogs.sapo.pt/181349.html

Cuecas.... - 31Mai2009 16:27:00

Algo vai mal numa relação quando o homem descobre, apenas ao estender a roupa, que a sua mulher possui cuecas sexy da Playboy....Porra pá! Tínhamos combinado que ela nunca mais se ia esquecer de entregar a merda dos comprovativos de compras, a mim, o gestor de finanças da familia!



Fonte: http://vidadecasado.blogs.sapo.pt/181169.html

A minha mulher fez anos e...... - 15Mai2009 17:11:56

“Todos os anos a minha mulher se queixa que eu nunca lhe faço uma festa surpresa. Este ano vai ser diferente, pelo que estão todos convidados para o almoço de Domingo na minha casa. Eu faço a surpresa e vocês o almoço.”

Eis como, através de um simples SMS que enviei a todos os nossos amigos, começou aquela que foi, de acordo com a minha mulher, o mais surpreendente dia de anos que teve.

Felizmente alguns dos meus amigos levam-me a sério e resolveram fazer mesmo o almoço (passaram imediatamente para a categoria de melhores amigos, destronando outros, que pensam que estou sempre na brincadeira). A coisa ficou combinada da seguinte forma: eu, supostamente, iria levá-la a comer fora, apenas com mais duas amigas, e entretanto algo iria acontecer que nos obrigaria a voltar para casa e aí…Pumba!!! Surpresa!!!

- E o que é que vais inventar para te obrigar a voltar para casa? – pergunta-me uma das que estava na categoria de melhor amiga.

- Não te preocupes com isso! Pelo menos vê se fazes a porra de um doce, para não me apareceres aqui de mãos a abanar. – respondo, deixando-a amuada.

Foi aí que me surgiu a ideia! Se eu conseguir que a minha mulher amue vai querer voltar rapidamente para casa. Mas depois pensei melhor e cheguei à conclusão que as mulheres, quando amuam, ficam com uma certa tendência para a violência, pelo que após ter ido trocar de roupa, devido ao banho de chá que a minha antiga amiga me enviou para cima, pensei que o melhor seria inventar outra coisa.

Chega então o dia. A sua disposição não podia ser melhor:

- Então vamos à Vidigueira, a um dos restaurantes mais caros da região, e nós é que pagamos? Por que razão não podemos dividir a conta com as nossas amigas? Elas não se importam? – dizia ela, meio irritada por já serem horas de almoço e eu ainda não lhe ter dado qualquer presente.

- Deixa de ser sovina, esse é o meu papel! – digo, com a minha habitual sinceridade.

- E porque é que não comemos aqui em casa? Elas vêm cá ter e eu faço o almoço.

- No teu dia de anos? Fazeres o almoço? Nem pensar. O que raio é que tu pensas que é a tua prenda? Este almoço vai-me custar os olhos da cara.

Bom, depois disto tive algumas dificuldades em tirá-la de casa, mas lá a convenci que a reserva que fiz no restaurante implicou o pagamento de um significativo sinal.

Chegados à Vidigueira, tive que fingir que não fazia ideia onde ficava o restaurante, de forma a ter tempo para que os nossos melhores amigos, e os outros, chegassem à nossa casa e preparassem tudo. Quando estávamos “perdidos” algures numa praça, toca o meu telemóvel. Era a deixa para voltarmos.

- O quê? Teve um princípio de enfarte? Mas…. – dizia eu, já depois de, do outro lado, terem desligado – Estão à porta da nossa casa? E ela, como está?........Ui…..Não se preocupem, vamos já para aí. Pede as chaves da nossa casa à nossa vizinha e entra com ela. Deita-a numa cama para ver se melhora. Nós vamos já para aí!

Confesso que quando desliguei o telefone e olhei para a minha mulher, pensei que ela tivesse desconfiado que havia ali uma marosca, tal era o brilho nos seus olhos. Autocritiquei-me pelo meu excessivo exagero.

- Mas….a Graça?? Outra vez?? Mas…?? – dizia ela, com aflição e quase a chorar.

Suspirei de alívio (muito discretamente, claro).

- Pois… Sentiu-se mal quando estavam a caminho e, por sorte, estavam a passar perto da nossa casa. – disse-lhe, com um ar muito preocupado – Vamos depressa! Provavelmente teremos que chamar o INEM!

Entrámos no carro e voltámos rapidamente para casa. Pelo caminho, enquanto ela soluçava, não consegui evitar uns pequenos risos (que disfarçava como podia, ou seja, como se também estivesse a chorar de preocupação) pensando na surpresa que ela iria ter.

Mal chegámos, ela saiu (quase com o carro em andamento) e entrou em casa a gritar pela sua amiga. E foi aí que todos apareceram a cantar-lhe os parabéns.

Quando a conseguimos reanimar (com algum esforço, diga-se de passagem) chamou-me a um canto e deixou bem claro que nunca mais iria querer festas surpresas no seu aniversário.

Mas ela ainda não sabia que mais surpresas vinham a caminho…..

Depois do excelente almoço feito pelo, agora, nosso melhor amigo. Pedi a palavra.

- Meus amigos – disse para o geral - …e conhecidos – disse, dirigindo-me especificamente para quem (há uns dias) me tinha dado um banho de chá – Quero agradecer a vossa presença nesta festa, a qual serve para mostrar que as rugas na cara da minha mulher são o resultado directo da sua idade, e que os cremes pouco ou nada podem fazer, relativamente a isso. – é sempre bom começar um discurso com uma piadola (à qual, só o meu novo melhor amigo se riu).

Depois de mais uma série de considerações sobre o que era viver com uma mulher que se aproximava, de uma forma galopante, da menopausa (sentindo sempre o apoio incontestável do meu novo melhor amigo) achei que estava na altura de puxar ao sentimentalismo.

- Para terminar, quero dizer que me encontro casado com a mulher da minha vida, a qual já admitiu por várias vezes que é uma grande chata, e que isso é a causa de muitas das nossas discussões. Pelo que agora também quero eu admitir algo, perante todos vós. Quero te dizer, meu amor – disse, enquanto olhava para os seus lindos olhos e lhe segurava na mão – que tudo isto que fiz por ti hoje, e tudo o que acabei de dizer, provam o quanto gosto de ti e o que estou disposto a fazer para te ver feliz. E também tudo isto - e aqui tive que fazer uma pausa emocional - custou muito menos do que aquele frasco de perfume, que tu querias que eu te oferecesse como prenda.

A forma como os seus olhos voltaram a brilhar e o aperto esmagador que senti na minha mão, serviram para mim, como um claro reconhecimento de todo o amor que, ali naquele momento, ela sentia por mim.

 



Fonte: http://vidadecasado.blogs.sapo.pt/180973.html

Quero o MEU comando.... - 02Mai2009 22:51:41

Hoje disse-me que queria dar todos os seus DVDs do Ruca!

ONDE É QUE POSSO ENCONTRAR O BOTÃO DE PAUSA NA VIDA!?



Fonte: http://vidadecasado.blogs.sapo.pt/180623.html

Como terminar rapidamente reuniões de "produtividade".... - 30Abr2009 11:55:38

1-     Antes da reunião, esfregar bastante, ambos os olhos;

2-     No inicio da reunião, forçar uns espirros (no meu caso arrancar um pêlo do nariz foi o suficiente, além de ter a vantagens de pôr os olhos a lacrimejar) certificando-se que os mesmos provocam bastantes perdigotos e que atingem o máximo de pessoas possíveis (principalmente o responsável pela marcação da reunião);

3-     Após os espirros, assoar-se ruidosamente e dizer (com voz fanhosa): “Talvez tenha sido má ideia ter ido passar as férias da Páscoa ao México….”



Fonte: http://vidadecasado.blogs.sapo.pt/180281.html

O Universo PT (parte 2).... - 02Abr2009 12:05:35

As pessoas do mundo MEO dizem, ao pai mafarrico, que o assunto é complexo. As pessoas do mundo TMN pedem para ligar para um número qualquer do mundo TMN e despedem-se sempre com simpático “Até já” no final do mail. O pai mafarrico dá-lhes o seu número de telemóvel (que não pertence ao mundo TMN) e pede-lhes que sejam eles a ligar-lhe, terminando igualmente com um “Até Já”. Fica depois, ansiosamente, a aguardar que o seu telemóvel toque. Mas, tal como acontecia na sua adolescência (com determinadas mafarricas a quem o pai mafarrico dava o seu número de telefone) ninguém lhe liga, pelo que fica um pouco abatido (principalmente pelas tristes recordações da sua adolescência que isso lhe provoca).

No meio de tudo isto a mãe mafarrico arranjou assunto de conversa para os serões nocturnos, deixando de telefonar à sogra mafarrica.

O pai mafarrico cada vez está mais abatido com tudo isto e mais abatido fica quando recebe duas cartas. Uma do mundo TMN dizendo que se não pagar a mensalidade, cortam-lhe o serviço de banda larga móvel, devendo depois pagar mais uns 30€ para o reactivar. E do mundo MEO transformaram um complexo problema, numa simples resposta de um parágrafo:

"Após análise dos nossos sistemas de informação relativamente ao Serviço Banda Larga Móvel, não verificamos qualquer incorrecção aos valores facturados. Face ao exposto não nos é possível deferir o pretendido." – digo, e volto a repetir o mesmo parágrafo, talvez levado pela emoção, num tom um pouco mais elevado.

- Pai. Pára! Essa história já me está a chatear e não tem piada nenhuma- diz-me ela enquanto lava os dentes. Mas agora já nada me podia parar...

- O pai mafarrico, depois dos “Até Já”, das vozes simpáticas que ouvia quando telefonava para o mundo MEO, da solidariedade que sentia nessas pessoas, das simpáticas trocas de mail, sentiu, nesta fria carta, uma certa atitude de rejeição e, mais uma vez, momentos dolorosos da sua adolescência lhe vieram à mente.

Voltou a mandar mails, a telefonar, a enviar comprovativos que provavam que não tinha tido gasto a Internet que lhe diziam. Telefonou até para o mundo TMN onde, após 4 € de conversa, lhe deram razão, e lhe deram outro número (TMN) para ele ligar e onde após, mais uns 5€ de conversa, percebeu que alguém, do Universo PT, tinha escolhido, por ele, um tarifário banda larga à sua medida (tal e qual o mesmo comportamento que a mãe mafarrico tinha quando compra roupa ao pai mafarrico).

O pai mafarrico cada vez se sentia mais isolado. Do mundo PT voltaram a dizer-lhe que o seu assunto era complexo, pelo que aguardou mais uma carta de rejeição. Do mundo TMN, pouco ou nada lhe diziam. A mãe mafarrico, no meio de tudo era aquela que ainda dizia mais. O pai mafarrico sentiu que tudo isto lhe estava a afectar a qualidade da sua vida matrimonial, devido, não só, às constantes recordações da adolescência, mas também pelo perda frequente de séries da TV por a mãe mafarrico lhe exigir interactividade nas conversas sobre este problema. Percebeu, no meio disto tudo que, dentro do Universo PT, os mundos, que lá existem, não se entendem uns com os outros. Um mundo dizia que a culpa era do outro e o outro dizia que era do um. E no meio de tudo isto, o pai mafarrico servia como simples mensageiro. Um dia fartou-se e resolveu escrever para a Defesa dos Enganados pelos Universos Sobranceiros (DEUS). Com a ajuda de DEUS, o pai mafarrico conseguiu, finalmente, que alguém do Universo PT lhe telefonasse e lhe dissesse que tudo iria ser resolvido, tal como o pai mafarrico desejava.

- Porra pá!!! Até quando é que vais continuar a inventar histórias que contam sempre a mesma merda? Queres que te diga que és um herói? Desliga mas é a luz e vê se dormes e me deixas dormir. Que trauma de merda tu apanhaste com essa história. Se me deixasses ser eu a resolver o problema, garanto-te que a essa história não durava metade do que durou. Vê lá agora se a esqueces e me deixas dormir em paz. – diz a minha mulher, ainda irritada, certamente pelo que se passou ao jantar, antes de me obrigar a desligar a luz e a virar-me para o outro lado da cama.

- Agora o pai mafarrico vai pedir ajuda a DEUS para que o Universo Caixa Geral de Depósitos o trate como deve ser e deixe de lhe cobrar, todos os anos, um prémio de seguro errado. – digo baixinho e com um sorriso maquiavélico, antes de levar com uma almofada na cabeça.

 



Fonte: http://vidadecasado.blogs.sapo.pt/180090.html

O Universo PT (parte 1)..... - 02Abr2009 12:02:29

- Pai, não gosto da comida.- diz ela, mal disposta.

- Eu também não, mas já a consegui acabar. – digo, com algum mal estar.

- Vocês são uma cambada de ingratos. Qualquer dia deixo de vos fazer comida. – responde a causadora de toda esta agonia. Deixando depois a cozinha (bastante irritada), só porque a sua última frase nos provocou um bater de palmas, totalmente espontâneo.

- Conta-me uma história para me ajudar a comer. – pede-me ela, após mais uma garfada e respectivo esgar.

- Era uma vez – começo – num país muito, muito perto, uma família muito feliz de mafarricos…

- O que são mafarricos? – interrompe-me ela.

- Se me voltas a interromper, meto-te mais comida no prato.

- Desculpa. Podes continuar.

- Havia o pai mafarrico, a mãe mafarrica e a filha mafarrica. Viviam muito felizes dentro da sua casinha. Um dia bateram à porta e a mafarrica mais pequena foi abrir. Era um mafarrico muito elegante, o qual, mal viu a porta a abrir, entrou na casa e afirmou que estava ali para mudar a vida dos mafarricos. Muito bem falante, começou a contar sobre as maravilhas que tinha ali numa caixa que trazia, bem escondida debaixo da sua capa. Dizia que, com aquela caixa, mundos desconhecidos iriam aparecer, por magia, à frente dos olhos. Dirigiu-se à mafarrica mais pequena e contou-lhe de mundos com desenhos que se mexiam e de brinquedos que ganhavam vida. Para o pai mafarrico, falou em mundos de comédia e drama, para a mãe mafarrico falou em mundos de moda e decoração, o que levou a uma discussão da mãe mafarrico sobre os porquês do mafarrico bem falante assumir que, por ela ser mafarrica, só lhe interessavam os mundos de futilidades. Mas a discussão depressa acabou, quando a mãe mafarrico se lembrou, em pânico, que ainda não tinha escolhido a roupa para a filha mafarrico levar no outro dia à escola.

O mafarrico bem falante, falou ainda de chamadas telefónicas de borla, o que fez os olhos do pai mafarrico brilharem, ao pensar que a mãe mafarrico poderia agora ficar horas a falar com a sogra mafarrico e assim deixar mais tempo o pai mafarrico em paz. Falou também de uma Internet sem limites. Da possibilidade de terem também acesso a essa rede quando vão para fora, o que fez, mais uma vez, os olhos do pai mafarrico brilharem, ao pensar que assim já não lhe iria custar tanto ir visitar a sogra mafarrico.

Antes que a mãe mafarrico acabasse de escolher a roupa da filha mafarrico, o pai mafarrico assinou um papel que lhe deu entrada nesse fantástico mundo da MEO.

A mãe mafarrico fartou-se de gritar com o pai mafarrico, por ele ter assinado o papel sem ela ser tida em conta, mas o pai mafarrico não ligou muito. Ainda tinha os olhos a brilhar.

Tudo foi tratado e tudo foi resolvido, e no inicio tudo correu como o mafarrico elegante tinha prometido: o pai mafarrico e a filha mafarrico bulhavam pelo telecomando e a mãe mafarrico gastava a sua voz a falar com a sogra mafarrico, e em casa dos mafarricos a paz estava instalada.

Mas um dia, o pai mafarrico recebeu dois papéis. Um do mundo Meo e outro do mundo TMN. Esses papéis deixaram o pai mafarrico furibundo. Neles estava escrito que o pai mafarrico tinha que pagar muito dinheiro pela Internet móvel à Meo e uma assinatura pelo uso da mesma Internet Móvel, à TMN.

Foi a partir desse dia que tudo mudou e o mundo de paz destes mafarricos terminou…



Fonte: http://vidadecasado.blogs.sapo.pt/179885.html

Critica de filmes em 140 caracteres (com o título incluído).... - 19Mar2009 12:09:14

Para que raio serve o Twitter? Para desafios, claro.



Fonte: http://vidadecasado.blogs.sapo.pt/179474.html

Um lado menos claro.... - 04Dez2008 18:13:35

Welcome to the Dark Side



Fonte: http://vidadecasado.blogs.sapo.pt/179209.html

As férias.... - 09Out2008 21:54:59

Nada como já estar a necessitar novamente de férias, para recordar as que já se passaram:

Este ano foi a vez da minha mulher decidir onde íamos, pelo que a sua primeira proposta foi a de irmos um mês inteiro para Moçambique fazer trabalho voluntário, como forma de relativizarmos o extenuante ano de trabalho. Expliquei-lhe que já fazemos muitas horas de trabalho voluntário, ao longo do ano, no emprego e que não é por isso que nos sentimos melhor (além de que estas coisas não se preparam com 10 dias de antecedência). Pelo que resolvemos ir até à ilha da Madeira.

Confesso que não estava à espera do que lá fui encontrar. É, sem dúvida nenhuma a região do país que tem mais bananeiras por metro quadrado, mais túneis por quilómetro, e mais sedes do PSD por localidade.

Mas, de tudo o que a Madeira tem para nos mostrar, o que mais tempo nos tomou foram os percursos pedestres nas levadas (no lado esquerdo do blog, por baixo da publicidade, podem pesquisar o que são "levadas". Obrigado). É extraordinário, não só a paisagem que encontramos nesses caminhos, mas também o facto de eu ainda estar casado com uma mulher que me obrigou a fazer uma média de 13,246 Km/Dia. Se duvidam, tenho tudo registado através do Nokia Sport Tracker (se quiserem, procurem também o que é isto).



Fonte: http://vidadecasado.blogs.sapo.pt/179056.html

I'm alive..... - 22Set2008 22:55:41

- Eu disse-te: Ser sindicalista e ingénuo é incompatível. - diz-me ela, como uma se fosse uma espécie de profecia.

Limitei-me a olhar para ela, sem perceber o porquê daquele início de conversa.

- Tens que aprender a olhar para as coisas de uma forma mais suave. Não leves as coisas assim tão a sério. Tens que deixar de ficar assim quando as pessoas te desiludem. - continua ela, agora olhando para mim, como se eu fosse um cão abandonado. - Anima-te! - Termina ela, dando-me um beijo e indo-se embora.

Limitei-me a encolher os ombros, sem perceber muito bem o porquê daquele discurso. Volto a agarrar na guitarra e, pelo quarto dia seguido, tento ver se a consigo afinar, na minha posição favorita: deitado nu em cima da cama.

 

Qualquer dia regresso.



Fonte: http://vidadecasado.blogs.sapo.pt/178695.html

Uma (longa) história de encantar..... - 18Jun2008 23:28:42

 

Ao Jantar:

- Pai, a professora falou que existe uma terra que se chama Freixo de espada à cinta. Por que é que as terras se chamam como chamam?

- Bom. - digo, pondo o meu melhor ar de intelectual. - Trata-se de uma pergunta que mostra bem a rapariga inteligente que tu és.

- Não sabes, não é? – diz ela (mais como afirmação, do que como pergunta) enquanto a minha mulher começa a rir.

- Claro que sei. Por exemplo, essa terra tem esse nome, porque o senhor que a criou chamava-se Freixo e tinha uma espada à cinta.

- Pois… É capaz de ser isso. - diz, rendida à minha lógica imbatível.

- Quando é que deixas de acreditar em tudo o que ele te diz? - diz a invejosa da minha mulher.

- E sabes que existe uma terra que se chama “Luis Luz o Herói”? - digo, só para que a minha mulher aprenda a não me provocar.

- A sério?! Porquê? - pergunta-me ela, entusiasmada com a possível história que aí vinha, e que a iria ajudar a comer melhor o bolo de Rúcula, com que a minha mulher nos presenteou ao jantar.

- Bom, eu antes de conhecer a tua mãe, era muito feliz e passava o tempo a viajar e a comer o que queria.

- Mãe! Não dês pontapés ao pai! Ele agora também é feliz. Só não pode é comer o que quer! Não é pai?

- Claro que é amor. A mãe é que percebe as coisas mal. - digo a rir.

- Peço desculpa, meu amor. - diz a minha mulher, enquanto me (im)põe mais uma fatia do tal bolo no meu prato.

- Bom, continuando a história. - digo – Um dia estava a passar por uma terra que se chamava “Grande Bosta” e vejo uma multidão à volta de uma árvore. Fui ver o que se passava e estavam todos a olhar para o cimo da enorme árvore. Mesmo junto à árvore, estava uma menina da tua idade, a chorar e a dizer: “Quero o meu gatinho....o meu pobre gatinho...” e todos olhavam para o cimo da árvore e chamavam: “Gatinho, anda cá....Gatinho!”, mas nada acontecia. Perguntei porque ninguém subia à árvore para o ir buscar. Começaram todos a inventar desculpas: Que a árvore era muito grande...Que o gatinho era um chato.... que ele havia de descer quando tivesse fome....etc.. Eu olhei para a menina, que só soluçava suplicando ajuda… E adivinha quem é que se ofereceu, para ir buscar o gatinho da menina?

- Foste tu.

- Claro. E comecei a subir a árvore. Era a maior árvore que já tinha visto. Olhava para cima e nem conseguia ver o fim dela.

- E não tiveste medo?

- Bom, quando já estava muito alto, comecei a ficar cansado e a pensar que o melhor era descer e borrifar-me para o gatinho. Mas depois olhava para baixo e via os olhos da menina, a brilhar, com o queixinho a tremelicar, e continuei….De repente, começo a sentir alguma coisa a bater-me na cabeça, era um Pica-pau.

- E magoava-te?

- Claro. Cheguei a pensar que o melhor era descer, mas....

- Olhaste para baixo e viste a menina assim…- diz-me ela enquanto fazia a sua própria cara de súplica… não se esquecendo de pôr o queixinho a tremelicar.

- Pois...e lá continuei a subir.

- E o Pica-pau sempre a bater-te na cabeça?

- Não. Houve uma altura em que ele parou.

- Que bom.

- É verdade… Ele fugiu porque agarrei numa colmeia que estava presa num ramo e atirei-lha.

- Então continuaste a subir sem que nada te chateasse.

- Claro que não. As abelhas não gostaram que eu tivesse arrancado a colmeia e começaram a picar-me.

- Uiiiii.....E tu continuaste?

- Claro. Lembra-te que o pai é um homem corajoso. - digo, enquanto dou uma grande dentada numa fatia do bolo de Rúcula, logo seguido de um gole de sumo, para disfarçar o sabor.

- E depois?

- Depois, cansado, com a cabeça cheia de feridas do Pica-pau. Todo inchado com as picadelas das abelhas, que não paravam de me seguir….Vejo que estou quase no fim. Ouço um ruído e chamo: “Gatinho...anda cá gatinho.”.

- E ele veio?

- Não. Mas senti que estava escondido atrás de uma grande ramo. Fui até lá, devagarinho. – digo sussurrando - Afasto o ramo…. E VEJO UM ENORME URSO! – grito (tendo esse meu grito levado a minha mulher a regurgitar parte do bolo de Rúcula, o que acabou por ser a desculpa perfeita para eu e a nossa filha, deixarmos de comer o bolo e irmos buscar pão, manteiga e leite para finalmente, jantarmos algo de jeito).

- Continua pai. – pediu-me ela, enquanto dava uma dentada no pão. – Um urso em cima de uma árvore?

- Sim, um urso. Eles sabem subir às árvores! Ele viu-me, começou a cheirar-me, cheirou-lhe ao mel da colmeia e começou a abrir a boca. Eu dei um grito e comecei a descer o mais depressa que podia. Mas o urso continuava a vir atrás de mim. Eu a descer e ele a aproximar-se. Quando começo a ver o chão, vejo as pessoas a começar a fugir. Só a menina é que não saia do sítio. Finalmente chego ao chão, na pressa vou contra a menina, a qual está de braços abertos e a sorrir dizendo: “Anda cá meu gatinho.”

- O gatinho veio atrás do urso? – pergunta, intrigada.

- Claro que Não!! Está-se mesmo a ver que o urso chamava-se gatinho. – responde a amuada da minha mulher, estragando o “suspense”.

- O urso chamava-se gatinho? – pergunta-me.

- Sim. Era o bicho de estimação da menina. Um enorme urso a quem a menina tinha chamado gatinho.

- Então e depois?

- Quando eu toquei na menina enchi-a de mel, e o urso, que estava cheio de fome, quando viu a menina de braços abertos, abriu a boca e comeu-a.

- A sério? – diz escandalizada.

- Sim, mas não te preocupes, porque logo a seguir o urso teve uma indigestão e morreu.

- E depois?

- Depois saíram todos de casa e vieram-me dar os parabéns, pois finalmente alguém tinha acabado com o urso, de quem todos tinham medo. Fizeram uma grande festa e mudaram o nome da terra para “Luis Luz o Herói”

- Mas....e a menina? – pergunta ela, um pouco triste.

- Fiquei a saber que a menina era uma grande chata e que ninguém gostava dela, pois obrigava as pessoas a subirem a árvore para irem buscar o urso, e depois este comia-os. Para além disso, a menina nunca limpava a porcaria que o urso fazia nas ruas da terra.

- Por isso é que a terra antes se chamava “Grande Bosta”, não é?

- É isso mesmo. E o que é que aprendeste com a história?

- Que és um herói.

- Não. A moral da história é que se não cumpres a tua tarefa diária, de limpar a caixa de areia do gato, compro um urso e besunto-te com mel.

 

Lá consegui fazer com que as duas amuassem e saíssem da mesa e da cozinha, ficando, finalmente, sozinho para poder comer as bolachas de chocolate, que estavam desesperadamente à minha espera, na despensa.



Fonte: http://vidadecasado.blogs.sapo.pt/178447.html

O mundo segundo ela.... - 13Jun2008 23:06:29

 

A minha mulher tem teorias esquisitas sobre a sociedade. Uma delas diz respeito à forma como as mulheres se comportam na política. Segundo ela, as mulheres que estão na política, não são verdadeiras mulheres. São mulheres que agem como homens, pois, (e mais uma vez de acordo com as suas palavras) só através dessa metamorfose, elas conseguem singrar politicamente.

Se o mundo fosse dirigido por verdadeiras mulheres (continuou ela, no seu longo monólogo matinal) tudo estaria bem diferente, e para melhor.

Ora, se isto não é o ponto de partida para um bom post, o que será então?

Vamos então fazer um pequeno exercício e expor como seria o mundo se este fosse governado por “verdadeiras” mulheres, ou neste caso específico, como seria o mundo, e Portugal, se este fosse governado pela minha mulher:

  1. A bíblia/corão/tora seria(m) substituída(s) pelos livros do OSHO
  2. Todos os treinadores/jogadores/dirigentes/adeptos de futebol teriam que obrigatoriamente frequentar cursos de aprendizagem de sinónimos para evitarem repetir sempre as mesmas palavras (esta, por acaso, até faria sentido);
  3. Acabavam os fusos horários e as horas como as conhecemos. Estas passariam agora a ser estabelecidas por decreto, de acordo com a vontade/disponibilidade/ciclo menstrual da nova líder.
  4. O único canal televisivo que existiria seria o TV5 Monde.
  5. O Mc’ Donalds passaria exclusivamente a vender saladas (mas continuaria a vender os seus gelados e as tartes de maçã)
  6. O fecho de serviços públicos no interior do país (escolas, polícia, centros de saúde, etc.) não teria em conta aspectos economicistas, mas sim aspectos práticos, ou seja, a partir do mapa do nosso território todos estes serviços seriam recolocados de forma a que, vistos de um avião, formassem uma linda figura geométrica, ou de preferência um “smiley”.
  7. A garantia de satisfação seria obrigatoriamente alargada ao acto sexual num casal, nomeadamente às rapidinhas.
  8. Conjugar menstruação e irritabilidade na mesma frase daria pena de morte
  9. Passaria a haver apedrejamentos públicos para todos os que entrassem em casa sem limpar os sapatos.
  10. A lei do tabaco seria insignificante comparada com a nova lei do vestuário.
  11. Deixariam de existir guerras, pois estas passariam a chamar-se “Precisamos de reequilibrar a nossa relação”
  12. Todos os aparelhos tecnológicos para uso doméstico, teriam obrigatoriamente um único botão (Liga/Desliga) o qual teria que ocupar, no mínimo, 50% da área do aparelho.


Fonte: http://vidadecasado.blogs.sapo.pt/178319.html

Se isto não é prova de que estou a precisar de férias.... - 09Jun2008 12:11:21

Perguntam-me algures num comentário, se as actualizações do blog(ue?) (como é que isto fica com o acordo ortográfico?) não podiam ser mais frequentes.

Claro que podiam, assim como também nós Portugueses, podíamos colocar bandeiras à janela, sem ser por causa do futebol, não podíamos? Podíamos (devíamos) colocar a nossa bandeira sempre que o país exige mais de nós, sempre que promessas políticas são quebradas, sempre que o desenvolvimento do interior é adiado ou visto de uma forma economicista e centralista (com a visão de Lisboa). Enfim, sempre que as coisas não correm  como nós achamos que deveriam correr. Aí sim, deveríamos  colocar a nossa bandeira, para mostrar que mesmo quando as coisas estão más, nós estamos cá, prontos para o que der e vier. Mas pronto, preferimos o "fast-food" das emoções, ao desgaste do inconformismo.

E o que é que isto tem a ver com a pergunta feita no comentário? - perguntam vocês. Leiam a porra do título do post!!



Fonte: http://vidadecasado.blogs.sapo.pt/178137.html

O parlamento explicado às crianças..... - 06Jun2008 18:22:13

 

- Pai para a semana, a professora quer nos levar a visitar a Assembleia da República. O que é isso?

- Ela não te explicou?

- Sim, mas quero que tu me expliques melhor.

- Ok. É uma espécie de Coliseu, como aquele que vimos em Roma.

- Fazem lá lutas? – pergunta-me desconfiada.

- Sim. Só que agora não se matam uns aos outros. Agora a luta é com palavras.

- Como é que eles lutam com palavras? – pergunta, com a desconfiança a aumentar.

- Existem várias equipas, que se chamam partidos. Cada partido tem que dizer o pior que conseguir de outro partido, de preferência do partido que tem mais jogadores. Para isso, todos os dias, é dada a cada equipa um tempo para falarem. Ganha o partido que conseguir ofender mais o outro.

- Parece fácil.

- Isso pensas tu. Existem três regras: Em primeiro lugar só podem usar palavras muito esquisitas, ou seja, não podem ofender, as outras equipas, com palavras simples, como por exemplo, chamando burro, estúpido, parvo, etc. Têm que usar frases e palavras elaboradas, que não se ouvem muito nas conversas normais, de preferência tiradas de livros, para dar um ar de que são pessoas muito inteligentes. Depois têm que conhecer muito bem o passado de todos os membros de todas as outras equipa: o que fizeram, o que não fizeram, o que já disseram, quando é que o disseram, etc.. E finalmente têm que fazer rir, com o que dizem, toda a gente. Esta última parte é muito complicada, pois quem está a ser ofendido, normalmente, não acha piada nenhuma.

- E quem está a ganhar esse jogo?

- Ninguém filha. Estão sempre empatados. Por isso é que de 4 em 4 anos nós votamos para renovar as equipas. Para ver se assim o jogo acaba.

- Mas a professora disse-me que é na Assembleia que fazem as leis que mandam no nosso país. – diz-me ela, mostrando uma enorme desconfiança por tudo o que lhe tinha dito.

- A tua professora quer-vos fazer uma surpresa. Vais ver quando lá chegares, se eu tenho ou não razão. Mas se não acreditas em mim, posso te mostrar uns vídeos.

- Está bem. Mostra-me! – diz a incrédula.

 

Dado o volume de exemplos existentes na Net, esta foi a teoria de faz de conta, que mais rapidamente lhe consegui impingir.

Fonte: http://vidadecasado.blogs.sapo.pt/177905.html

Perguntar afinal ofende...... - 29Mai2008 10:57:31

- Parece que o Alzheimer da minha avó (93 anos) faz com que ela, às vezes, já não reconheça a minha mãe. - diz-me a minha mulher, assim que desliga o telefone.

- E isso é bom.....ou é mau? - pergunto-lhe, sinceramente indeciso.



Fonte: http://vidadecasado.blogs.sapo.pt/177523.html

Preocupações..... - 13Mai2008 22:12:52

À noite na cama:
- És feliz? - pergunta-me ela, exactamente no momento em que me preparava para a seduzir.
- Queres a versão Capitalista, Humanista, ou Espiritual? - digo, enquanto, no meio de um suspiro, volto para o meu canto da cama.
- Acho que a mim, falta deixar de me preocupar tanto com a nossa filha. - diz, com um suspiro.
- Acho que te preocupas tanto, como uma mãe normal. Tens as tuas porras, mas no geral, não vejo grandes exageros. - digo, chegando-me a ela.
- Não concordo. Preocupa-me tudo. Se brinco com ela o suficiente, se tenho tempo para ela que chegue, se falo com ela o que ela precisa, etc..
- Amor! - reparem na minha total empatia com a sua preocupação... - Deixa-te de merdas! Quanto mais pensares nisso, mais condicionada te vais sentir. Faz apenas o que achas que deves fazer, e pronto! A moça é feliz e tu és uma excelente mãe. Ás vezes um pouco chata, mas isso é normal numa mãe.
- Pois! Mas é isso mesmo... Preocupo-me demais!
- Ok. Vamos lá então falar a sério. Pelo meu ponto de vista, é normal as mães preocuparem-se mais, do que os pais. Por mais que me custe admitir e dizê-lo, o facto de os filhos passarem 9 meses dentro de vocês, cria laços que nós homens, nunca poderemos sentir. Há uma ligação especial que as mães vão sentir para o resto das suas vidas, a que nós homens nunca poderemos aspirar. Pelo que, acho perfeitamente normal te preocupares mais do que eu, com a moça.
(pausa, com um ligeiro suspiro de alívio, da parte dela)
- Depois disto que eu disse, mereço sexo, não mereço? - pergunto-lhe.
- Não! Ainda não estou bem...
Abraço-a e digo-lhe:
- Amor. Para sermos felizes, temos que viver um sorriso de cada vez.
Ela abraça-me e solta mais um suspiro.
- Então e agora? - volto a insistir.
- Não. Hoje não me apetece.
- Está bem. - digo enquanto volto para o meu canto - Eu aceito o que a vida me dá! Tento. Insisto. Teimo. Mas aceito os nãos. Não fico a pensar neles muito tempo. Deixo as coisas andar. Sei que bastará um dia, uma hora, ou até um pequeno momento, para que o teu desejo por mim volte, e quando isso acontecer, sei que te vou fazer esquecer todas essas preocupações e simplesmente vais, mais uma vez, ver o brilho que tens dentro de ti.

E assim, meus caros, o dinheiro que certa dia gastei, em propinas, quando resolvi inscrever-me no 1º ano de um curso superior em Psicologia, continua a ser amortizado.



Fonte: http://vidadecasado.blogs.sapo.pt/177246.html

É por estas coisas que ela me adora..... - 09Mai2008 15:57:33

No dia dos anos da minha mulher:
- Toma, e muitos parabéns. - digo-lhe, ao mesmo tempo que lhe passo um embrulho para as mãos e lhe dou um beijo.
- Ó amor. Não era preciso. - diz ela, usando aquela hipocrisia habitual das mulheres, nestas ocasiões. - O que é isto?! Um jogo?! Mas...um jogo de consola?! É esta a minha prenda de anos?! - reage ela, de uma forma nada adequada ao tal "Ó amor. Não era preciso."
- Calma. Repara bem que jogo é esse. Tens-te queixado que andas com trabalho a mais, que não tens tempo para descontrair e que gostavas de aprender Yoga. Pois este não é um jogo qualquer. É o Wii Fit, o qual, para além de te permitir fazer diversos exercícios de "fitness", também te mostra e ensina, de forma interactiva, a fazer Yoga.
- A sério? - diz ela mais calma, enquanto vai olhando para a caixa do jogo.
- Sim. Confia em mim. Permite-te ainda acompanhar a tua evolução ao longo dos exercícios, e até te ensina a respirar enquanto os fazes. É muito interactivo devido a esta espécie de almofada, que vai controlando o que vais fazendo, e transmitindo isso para a consola. Acredita em mim! Com este jogo vais finalmente fazer aquilo que querias: aprender a fazer Yoga.
- Ó amor! Que querido! Adoro-te! - termina ela, com um merecido beijo à minha pessoa.

Mais tarde:
- Amor! - chama-me ela - Anda-me ajudar a montar isto. Não consigo pôr isto a funcionar na nossa consola (Playstation1).
- Pois. Esqueci-me de te dizer. Esse jogo só funciona numa consola que se chama Wii. Lembras-te de ontem, te teres queixado do dinheiro que poupaste, por este ano não teres tido tempo para ires aos saldos? Agora já tens onde o gastar.

E, mais uma vez, aquele que é o meu principal objectivo nos aniversários da minha mulher (surpreendê-la com as minhas fantásticas prendas) foi totalmente atingido. Além de que bati o anterior recorde (e por larga margem) dos minutos em que ela ficou paralisada, de boca aberta, e de olhos fixos, a olhar para mim.



Fonte: http://vidadecasado.blogs.sapo.pt/176951.html

Zeca Afonso: Cantor de Intervenção......(ou disléxico?) - 08Mai2008 22:04:09

 

Durante o jantar e enquanto ouvíamos o CD “Filhos da Madrugada”:

 

- Não percebo nada do que eles dizem nas músicas. – queixa-se a nossa filha, com o cotovelo em cima da mesa e a mão a apoiar a cabeça, enquanto com a outra vai mexendo a sopa com a colher.

- O senhor que escreveu as letras da música não podia, na altura, escrever o que queria, então escrevia através do que se chama de metáforas. – responde a minha mulher – E já agora, senta-te como deve ser e come a sopa!

- Pai, o que é uma metáfora? – pergunta-me, após um longo suspiro.

- Vou-te dar um exemplo: Quando a mãe resolveu descongelar a sopa, que ela fez há uns meses, e nos obriga a comê-la, está a dizer-nos, de outra forma, que não gostou nada que o pai tivesse trazido uma piza para o jantar. Isso é uma metáfora: Dizer as coisas que pensamos, mas de outras formas.– respondo.

- A mão só te obriga porque gosta de ti, pois a sopa faz-te bem. Ajuda a estimular o cérebro. – diz-lhe a minha mulher.

- Já percebi. – diz a nossa filha, dirigindo-se a mim - É que acontece quando tu fazes exercício e logo a seguir vais comer chocolates. Estás a querer dizer que não vais emagrecer. – diz, com um sorriso, que me pareceu demasiado desrespeitador, para com um educador do meu calibre.

- Não filha. Isso é um simples paradoxo! – respondo-lhe.
- E o que é um paradoxo? – pergunta.

- É seres obrigada a comer a sopa e, ao mesmo tempo, dizerem que gostam de ti.

(pausa, aproveitada pela minha mulher para me enviar à cabeça um pedaço de pão)

- Mas continuo a não perceber o que eles cantam. Acho que quem escreveu estas músicas, escrevia o que lhe vinha à cabeça e depois chamou-lhe matáfora. – insiste a nossa filha, continuando a mexer a sopa com a colher. – Conheço um menino que não consegue ler bem. Troca as palavras e não se percebe nada, quando está a ler. A professora diz que é dizpéxico. Se calhar o senhor que escreveu as músicas, também tinha esse problema.

- Mas por que raio é que ela já não come mais sopa? – grita a minha mulher comigo, quando me vê a tirar o prato de sopa, da frente da nossa filha.

- Porque quem apresenta teorias com esta lógica, não necessita da tua sopa para estimular o cérebro.



Fonte: http://vidadecasado.blogs.sapo.pt/176715.html

O cota..... - 06Mai2008 22:58:13

- Pai, agora que já não usas o teu leitor de MP3, podes-mo dar?
- Claro. - respondo, pois com o meu novo, espectacular e ultra moderno N95 (que comprei para os meus anos) ouvir MP3 é uma simples e mera banalidade.
- E posso escolher as músicas para lá pormos? - diz, radiante.
- Sim. Vamos para o computador tratar disso. Eu levo já este CD do Noddy, e tu escolhes aí outros.
- O CD do Noddy?! Mas que merda é essa?! O Noddy?! Ó cota, o Alzheimer já te está a atacar?! Por favor! Aquela menina que tu pensavas ter já não existe. Passou à história. Vê lá se te habituas a isso. - disse-me ela (enquanto me põe nas mãos um CD de Adriana Calcanhoto) através do seu olhar e utilizando outras expressões (talvez mais suaves) mas que não evitaram a queda de mais uns tantos dos meus cabelos, e aquela estranha e agoniante sensação de ser ultrapassado pelo tempo.

Fonte: http://vidadecasado.blogs.sapo.pt/176390.html

Qual é coisa, qual é ela.... - 22Abr2008 12:04:51

Sem que a minha opinião pedisse
Ela veio e eu amuei
Lá chegou e eu nada disse
Mas assim que a senti chorei

É uma dor que arde sem se ver
É uma ferida interior que se sente
É algo que me deixa descontente
É dor que desatina e me faz sofrer

Ferve em mim a revolta
é nula a minha paciência
pois o mal que me provoca
Tira-me toda a coerência

Bate forte, fortemente
É tudo menos apática
Será a sogra? ou será gente?
Gente não é certamente.
É a puta da ciática.

Fonte: http://vidadecasado.blogs.sapo.pt/176271.html

Eu, Tu, e o que veio depois.... - 17Mar2008 14:20:39

Por enquanto, estou por aqui. -> Isto é um link.

Fonte: http://vidadecasado.blogs.sapo.pt/175993.html

Peço desculpas mas..... - 27Fev2008 21:32:08

Ando a passar por uma fase muito estranha da minha vida, na qual tenho todo o sexo que desejo com a minha mulher e, na minha idade, infelizmente, a criatividade já não dá para tudo...pelo que a escolha tem sido óbvia.
Mas tenho quase a certeza que isto é algo de passageiro,aliás, segundo um amigo mais velho (que já passou pelo mesmo): "É o chamado canto do cisne....." Pelo que, talvez mais depressa do que desejaria, hei-de voltar.....pois afinal.....analisando friamente as coisas......este blog sempre serviu para despejar frustrações sexuais.

P.S.- Podem continuar a deixar as vossas nos comentários.

Fonte: http://vidadecasado.blogs.sapo.pt/175714.html

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A Maria e o Bernardo, recém-casados, faziam imenso barulho todas as noites. Os vizinhos já se queixavam. Um dia a Maria vai falar com a mãe e explica-lhe o sucedido. A mãe diz-lhe que sempre que eles queiram fazer amor devem ligar a máquina de lavar roupa.
À noite, o Bernardo diz à Maria que quer brincadeira, mas a Maria estava com dores de cabeça e vira-se para o outro lado. A meio da noite a Maria acorda com vontade de brincar e acorda o marido.
- Bernardo vamos ligar a máquina de lavar roupa!?
- Deixa lá que a roupa que eu tinha para lavar já lavei à mão...
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