Flash | 12Mai2008 18:13:00
Quando usar Flash em projetos comerciais
A febre do uso deslumbrado de som e animação já passou e o mercado amadureceu para entender que o retorno financeiro de um projeto é decisivo na implementação de uma tecnologia.
Depois de passar por grandes críticas, o uso do Macromedia Flash na web está cada vez melhor. Entre os bons profissionais, a febre do “Flash pelo Flash” já passou. O mercado ainda demanda muito Flash por desinformação de alguns diretores de marketing e por preguiça de alguns desenvolvedores. Por isso, hoje ainda existe um sem número de sites que abusam dessa tecnologia sem obter nenhum retorno mensurável.
Sim, o parâmetro para decidir a implementação de uma tecnologia é o seu retorno financeiro. Flash usado para deixar o site mais chamativo, animado ou interativo (no sentido vulgar da palavra) é mero deslumbramento. Flash não é cosmético.
Um site 100% Flash impressiona muito o dono do site e é relativamente fácil de ser produzido. Porém, o usuário está frustrado com barras de carregamentos intermináveis e animações chatas. Não faz sentido aguardar 30 segundos apenas para ver uma logomarca animada, textos e fotos que voam pela tela e menus que reagem ao passar do mouse. Se os elementos não persuadem o usuário, podem causar impacto negativo. Isso significa desperdício.
Durante o planejamento de um website é preciso ter certeza de que o Flash atende às necessidades de comunicação do projeto. Não basta o argumento de que é “mídia de alto impacto”. Se o impacto não causar uma reação benéfica para o site, não passa de um murro no usuário. Então, é preciso uma boa razão para justificar o uso do Flash.
Flash é bom para adicionar a um website:
- animação
- som
- interação com teclado
- controle preciso sobre gráficos e tipografia
- interação rica com elementos da interface (arrastar e soltar
e etc) - compatibilidade com browsers
Navegar por um site em Flash pode tornar a experiência do usuário muito mais imersiva, tal qual televisão e rádio. A emoção, tão desinfetada do ambiente computacional, pode aflorar pela combinação de texto, áudio, vídeo e interatividade.
Porém, criar conteúdo assim é custoso e leva tempo. Não adianta jogar cada um desses elementos. é preciso que estejam integrados, formando uma mensagem.
Fora os custos de produção, Flash ainda tem problemas com buscadores. Como não é estruturado como o HTML, apresenta problemas de indexação em buscadores. Os robôs dos buscadores não conseguem classificar corretamente o conteúdo dentro de arquivos gerados pelo Flash, alguns nem o fazem.
Mais um argumento que prova que o Flash só pode ser usado quando a acessibilidade de seu conteúdo não é importante. Ou seja, o site não poderá ser acessado eficientemente por outros dispositivos, como computadores de bolso, sintetizadores de voz (para cegos e motoristas de carro) ou fornos micro–ondas. Já houve algum progresso em tornar o Flash mais acessível, mas ele nunca o será totalmente porque seu foco é nos gráficos e não no texto.
Por isso, é interessante que o conteúdo do site esteja disponível também em HTML. O ideal é colocá–lo em um banco de dados e mostrar nos dois diferentes formatos.
Por esses motivos, a equipe de planejamento de um website deve pesar bem prós e contras e aplicar Flash em ocasiões estritamente necessárias. Websites todos em Flash, por exemplo, raramente apresentam vantagens práticas em relação à sua versão em HTML.

















